Desejo a todos os meus
amigos e aos que não são, aos que comungam das mesmas ideias e aos que
discordam, um
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
FALTA DE MEMÓRIA
Em dia de pagar promessas, saí de casa pela manhã com destino a Fátima. Como detesto perder tempo à procura de estacionamento,
costumo recorrer aos parques existentes atrás do Santuário. Sempre que
estaciono num desses parques, vem-me à memória a estranha sensação que um dia
senti ao não encontrar o carro no local onde pensava ter estacionado. Nesse dia
percorri, eu e a mulher, vezes sem conta as várias filas de carros estacionados
sem conseguir localizar o nosso e, à medida que o tempo passava, ia
crescendo a angústia e a convicção de que havia sido furtado. Felizmente não se
veio a confirmar essa suspeita porque finalmente encontrámos o carro
estacionado precisamente onde o havíamos deixado. Desde aí que me acompanha
esse trauma ao ponto de algumas vezes sonhar que não me lembro onde estacionei
o carro.
Contudo, esquecer a chave de
casa (mais do que uma vez), não se lembrar se desligou o computador, a luz da
cozinha ou onde estacionou o carro não deve ser motivo de preocupação. É
perfeitamente normal, a partir de certa idade, a perda de memória devido à
diminuição do número de células cerebrais. Além disso, esquecer coisas banais
como o nome de pessoas ou acontecimentos corriqueiros do dia a dia tem a
vantagem de deixar a memória livre para os acontecimentos realmente importantes.
Mas o que dizer se estes
esquecimentos acontecem quando se é ainda novo? Essas falhas de memória podem
ser causadas pelo stresse do quotidiano que leva à automatização das tarefas
mais banais privilegiando o que é de facto prioritário.
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
HIPOCRISIA NATALÍCIA
Vivemos tempos de pura hipocrisia não só por culpa do
despudorado aproveitamento comercial que se faz da época natalícia, mas
principalmente pelo momento de crispação política que se vive actualmente.
Basta assistir pela TV a um dos debates no Parlamento para ver o degradante
espectáculo da crispação que reina entre deputados que defendem os seus pontos
de vista agredindo-se verbalmente… E como o exemplo vem de cima
(neste caso mais diria, vem de baixo tal é o nível da discussão) não admira que
se gere a mesma crispação entre o comum dos cidadãos.
Por isso, para muito boa gente, este será um Natal de
hipocrisia. Os desejos de “Feliz Natal” entre pessoas que não se respeitam no
dia a dia soam-me a falso.
Esta hipocrisia não é mais do que um reflexo da sociedade
que hoje temos. É um natal, cheio de falsas intenções, em que muita gente tenta
dissimular ódios e invejas.
Que o Natal não seja apenas, como diz a velha frase, “sempre que o Homem
quiser”, mas que seja mesmo quando o Homem não quiser…
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
A ESPERA DE QUEM ESPERA
O que se
espera quando se está à espera? Claro que isso depende muito do que se espera e
de quem se está à espera… Confuso? Pois a língua portuguesa presta-se a estas
confusões. Pressupondo que a palavra “espera” pode assumir diferentes significados
conforme o contexto é natural ficar confuso.
O que se
faz enquanto se espera?
Pode
ler-se um livro, jogar o candy crash, observar o que e quem nos
rodeia, roer as unhas, passar em revista os últimos acontecimentos que nos
preocupam ou causaram prazer…
O que se
espera quando se está à espera?
Espera-se
que alguém chegue à hora combinada, que traga boas notícias, que faça aquele elogio
que pode alterar o curso de uma vida (ao menos por um dia), que as horas
passem, que a vida melhore…
Na
verdade, esperar não é necessariamente ficar à espera, sem mexer uma palha para
que algo aconteça. Não fazer nada enquanto se espera é uma perda de tempo
inútil e sem sentido como quem espera por Godot…
domingo, 20 de dezembro de 2015
EU SABIA...
Eu sabia,
mas alimentava ainda uma réstia de esperança de poder estar enganado… Mas não, as
minhas suspeitas vieram a concretizar-se.
Com a
tomada de posse de um governo PS apoiado pelo BE e pelo PC era de
esperar que fossem aprovadas medidas consentâneas
com uma política social, de combate às assimetrias e de irradicação da pobreza.
Finalmente estas medidas foram aprovadas no Conselho de Ministros na
passada quinta-feira. Podem rejubilar-se a partir de agora os pensionistas porque
as pensões vão sofrer um aumento de 2,5 euros por mês já no próximo ano… mas só
para quem recebe pensões até aos 628,8 euros. A partir deste valor… não haverá
aumentos. Os ricos, com pensões de mil e poucos euros não precisam de medidas
protecionistas…
Honestamente, também não vejo motivo para grandes
festejos por parte dos pensionistas com este aumento de 2,5 euros por mês. De
facto, trata-se de um aumento miserável para pensões de miséria, mas convém não
esquecer que, embora irrisório, vai abranger milhões de pensionistas e
beneficiários o que implica num aumento da despesa do Estado em cerca de 173
milhões de euros por ano…! Pois é. Lá vem a velha cantiga do “não há dinheiro”
cantada por outros governos.
Talvez
que, através desta medida, muita gente compreenda finalmente que não é possível
aumentar as pensões, sem aumentar o défice… A alternativa seria ir buscar
dinheiro onde ele existe (aos bancos, ao grande capital, aos ricos, …) e não
aos mesmos de sempre: a tão explorada classe média…
sábado, 19 de dezembro de 2015
DE ONDE VENS, PARA ONDE VAIS...
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