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domingo, 22 de novembro de 2015

A GENTE VAI SEM SABER ONDE

Às vezes a gente vai, e vai porque tem de ir não porque disso tenha vontade. Quer se trate de trabalho, evento social, viagem ou sabe-se lá mais o quê… lá vamos nós.
A gente vai sem destino certo, a caminho da liberdade ou mesmo da própria morte como foram os judeus a caminho do holocausto ou mais recentemente os refugiados, ….
Sabendo ou não o que nos espera, a gente vai e para onde vai, nunca vai só, leva consigo quem nos ama…
Às vezes a gente vai simplesmente porque tem de ir.

sábado, 21 de novembro de 2015

MONUMENTO DE HOMENAGEM ÀS VÍTIMAS DO VOO TP 425

Todos os dias, hora a hora, minuto a minuto, segundo a segundo, ocorrem por esse mundo fora imensos acontecimentos que dariam para encher páginas e páginas de jornais e horas infindas nos noticiários televisivos.  Por isso compreende-se a necessidade de uma selecção criteriosa dos mais mediáticos e aqui reside o busílis da questão. Como decidir quais os eventos de maior interesse a nível humano e social?
Num país em que o verniz estalou (por superficial) e se instalou a guerra entre “esquerda” e “direita”, num mundo em que os atentados contra inocentes acontecem indiscriminadamente por toda a parte, compreende-se até certo ponto que a notícia tenha tido pouco relevo através dos media. No entanto, alguns jornais (Ler notícia) e canais televisivos (Ver vídeo) fizeram a cobertura de um evento de enorme importância e significado para as vítimas do fatídico acidente e de tão pouca importância no panorama político e nacional…

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

REGRESSO ADIADO

 “E mesmo quando já ninguém se lembrar, estarei aqui para refrescar memórias e espíritos de quem por mim passar.” (Rita Tamagnini Leal)

Coincidência ou não, nada acontece por acaso, era para ficar hospedado no mesmo hotel que fui inaugurar em 2006. Pois é, já lá vão 9 anos! Recordo que passei nesse mesmo hotel o meu 58.º aniversário e que o staff me ofereceu um bolinho com uma vela… Gente simpática.
O hotel situa-se em Santa Cruz, pertíssimo do aeroporto Internacional da Madeira, vulgarmente chamado Aeroporto de Santa Catarina tendo sido seleccionado devido à essa proximidade.
Aquando da única vez que visitei a Madeira, tinha feito a jura de não mais voltar por motivos óbvios. Nenhuma das suas belezas naturais e são muitas, me tocou tão fundo que conseguisse motivar-me para um novo regresso. É assim quando não há predisposição para apreciar algo. Numa retrospectiva isenta de preconceitos devo admitir que nem tudo foi mau nessa longínqua primeira visita à Madeira, ela marcou uma viragem muito significativa na minha vida num período de profunda depressão.
Quis o destino, o acaso, o azar, que este regresso fosse de novo adiado por motivos de saúde.
Foi com imensa pena que me vi impedido de regressar a essa bela ilha do Atlântico à qual não cabe toda a culpa do fatídico acidente de aviação que vitimou o meu irmão bem como muitas outras vidas (Ler notícia). Estou certo que, onde quer que esteja, o meu irmão Miguel Leal se sentiu muito bem representado pela filha nesta singela homenagem que lhe quiseram prestar.
Prometo que hei de voltar. Este foi apenas um regresso adiado…
Fotografia de Rita Tamagnini

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

INSTANTES

Todos os instantes passam e passam, precisamente por serem apenas instantes. Alguns irão permanecer entre a nostalgia do passado e a incerteza do futuro e aí ficarão retidos para sempre. São esses os instantes que devem ser vividos intensamente sob pena de se perderem porque jamais se repetirão. É preciso estar atento para não os deixar escapar porque eles surgem de repente e quando menos se espera…
Não haja dúvida de que as nossas vidas são pautadas por instantes que no seu todo vão construindo o passado e cuja aprendizagem transportamos para o futuro.
De todos os instantes recordo os que passei junto ao mar que me marcaram por um qualquer pensamento ou por serem vividos em boa companhia. Convém não esquecer que são apenas instantes e, se não forem devidamente apreciados, podem perder-se para sempre… ou talvez não. Como dizia uma das nossas grandes poetisas:
"Quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar."
Talvez… quem sabe?

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

QUEM NUNCA RECEBEU UMA MÁ NOTÍCIA?

Não é fácil receber más notícias e não há ninguém que, a certa altura da vida, as não tenha recebido ou venha a receber. Só quem já passou por essa experiência, sabe o impacto que uma má notícia pode ter na vida das pessoas.
É inquestionável a importância que tem a forma como se transmite a mensagem, sobretudo quando se trata de uma má ou uma notícia menos boa. A Internet está cheia de sites que ensinam como dar uma má notícia, mas muito poucos a ensinar como reagir perante uma má notícia. Até certo ponto compreende-se, é que não há receitas. Cada um reage de acordo com a sua personalidade, sensibilidade e herança cultural. Por isso, a reacção pode passar por gritar, chorar, lamentar-se, irritar-se, insultar... ou simplesmente ignorar numa atitude de pura negação.
O certo é que ninguém está preparado emocional e espiritualmente para lidar com uma má notícia.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

MORTE ANUNCIADA

As coisas são como são, não há volta a dar-lhe e o pior de tudo é que têm a estranha tendência para acabar. Umas, acabam abruptamente sem dar tempo para aceitar a ideia, outras acabam gradualmente de tal forma que nem nos apercebermos que estão a acabar. Coube a sorte ao meu portátil de avariar. Há muito que a sua morte se fazia anunciar por múltiplas avarias, mas agora foi definitivo. A única volta a dar-lhe, … foi comprar outro portátil. As coisas são assim… Se por um lado preferíamos que algumas nunca acabem, outras há que o melhor é vê-las acabar e o mais depressa possível.
Por muito boas ou más que as coisas sejam, chega sempre o dia e a hora em que simplesmente acabam. Umas por descuido, outras porque tinham que acabar…. Seja como for, todas as coisas têm a sua morte anunciada. Não, garanto que não estou a pensar exclusivamente no actual Governo, se bem que há muito sabemos que tem a sua morte anunciada. Exactamente por isso, não se compreende todo esse frenesim, através da imprensa e das redes sociais, a desacreditar um governo cuja morte desde há muito (data das eleições) está anunciada! Mais saudável literalmente, seria aguardar serenamente a morte deste governo não esquecendo que todas as coisas têm a sua morte anunciada e o(s) próximo(s) governo(s)… também!
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