Etiquetas

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O JOAQUIM ESTÁ A PERDER FORÇA

Isto dito assim, sem qualquer preâmbulo, deixou-me em estado de choque com tanta franqueza. Lá que o Joaquim esteja a perder força, vá lá, pode acontecer a qualquer um ao fim de algum tempo mas não é coisa para se escarrapachar nos noticiários. Já me bastava o “bobo da corte”, digo da RTP, fazer aquele trocadilho entre o “eleito” e o “eleita” numa demonstração pura de um mentecapto… agora dou de caras com a notícia da perda de força do Joaquim!
Na continuação da leitura desta notícia tudo se esclareceu. Afinal o Joaquim não era um Joaquim qualquer, tratava-se de um furacão que afectou nos últimos dias as Bahamas e a costa leste dos Estados Unidos.
Ainda bem que tudo se esclareceu porque já estava a imaginar o constrangimento quando desse de caras com o Joaquim.
Enfim, pensava eu que este ano já tinha terminado a época dos furacões e afinal, este fim de semana, vem aí o Joaquim a caminho da costa portuguesa. Felizmente que tem vindo a perder força e vai chegar como uma mera depressão extratropical.
Se por um lado me agrada sobremaneira esta perda de força por não vir a causar tanta destruição, também não deixo de sentir uma certa frustração… Caramba! está tudo a perder força neste país, já não bastavam os partidos políticos, agora até o Joaquim está a perder força…!

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

É PROIBIDO CUSPIR... MAS ÀS VEZES É PRECISO

Dizem que é feio.
Este acto foi mesmo banido das elementares regras de boa educação, civismo e higiene.
Cuspir é feio.
É… poderá ser… concordo! Mas às vezes é preciso…
Há quem cuspa a ternura que lhe vai na alma,
quem cuspa o ódio que fervilha lá dentro
e os que cospem… apenas as suas excreções.
Mas há cuspir e cuspir e às vezes é preciso… Por isso cospe:
Cospe a dor, a injustiça, a revolta do que vês à tua volta
e te sacode as entranhas…
Cospe aos olhos do mundo o menino morto na praia
e o sem abrigo que passa ao lado da tua indiferença;
Cospe as frustrações do dia-a-dia;
Cospe a indiferença perante a injustiça social;
Cospe o partido político que ganhou as eleições
já que todos (dizem) ganharam…
Cospe a revolta perante as mordomias dos dirigentes…
E, sobretudo, não cuspas para o ar
e muito menos no prato onde vais comer…

DESISTO

Desisto…
E quando digo desisto, em silêncio, mesmo sem eu saber,
penso na melhor forma de resistir…
Tem sido assim a minha vida tão plena de contradições!
Entre o querer e o não querer, o ser e o não ser, o ir e o ficar,
sempre desisto…
… de desistir.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

TEMPO DE REFLEXÃO

Terminada que foi a campanha eleitoral para as legislativas em Portugal seguiu-se, durante o dia de sábado, aquele período a que se convencionou chamar «de reflexão» durante o qual a Comissão Nacional de Eleições (CNE) proíbe qualquer actividade de propaganda eleitoral. Isto acontece em teoria porque na prática, os cartazes permanecem a dois passos das mesas eleitorais e os comentários e opiniões circulam nas redes sociais. Por isso, considero que os dias que se seguem às eleições são, isso sim, um período de reflexão. É nesta altura, perante os resultados obtidos pelos partidos políticos, que se impõe uma reflexão consciente e profunda dos mesmos.
Mais do que o comum dos portugueses, deveriam os partidos reflectir nas razões que levaram a um aumento da percentagem da abstenção. Estarão os portugueses desencantados com o sistema político e descrentes na capacidade dos partidos para resolver os problemas que afectam o país? Terá sido o mau tempo que afastou os eleitores das mesas eleitorais? Será que os discursos dos líderes foram pouco convincentes? Que estranha razão terá levado os eleitores a darem mais votos à PAF do que ao PS apesar das medidas de austeridade…?
Todas essas questões têm resposta ou até várias respostas e seria bom que todos mas principalmente quem tem responsabilidades políticas reflectissem nas causas que levaram aos resultados destas eleições.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

PELA BOCA MORRE O PEIXE

Essencialmente, não se passa nada. Se calhar o problema, se é que existe, reside exatamente em não se passar nada. Uma vida vazia de acontecimentos inesperados, toda ela feita de rotinas acaba por ser ainda mais stressante do que uma vida complicada e cheia de imprevistos.
Não tenho sido muito assíduo por aqui sem que haja para isso, um motivo grave que o impeça. Essencialmente não se passa nada. Apesar da campanha, pré-campanha e eleições legislativas, a verdade é que também não se passa nada neste país.
Se não tenho vindo aqui com mais frequência é porque simplesmente não me apetece escrever. Diria mesmo que ando enjoado e com dificuldade em “digerir” tanta jantarada que (todos) os partidos ofereceram aos seus eleitores. Era vê-los ali, após cada arruada, sentadinhos à mesa nos jantares-comícios… E tanto fazia ser partido da direita como da esquerda.
Dizem que “pela boca morre o peixe”, Deus nos livre! Quero crer que não era essa a intenção principalmente em vésperas de eleições. Talvez seja mais adequado o ditado “É pela boca se conquista o coração de um homem”. Sem dúvida que deve ser essa a intenção de todos esses jantares, conquistar o coração dos seus eleitores fazendo-os sentir na obrigação de retribuir com votos as iguarias servidas à mesa…
Enfim, tirando toda esta azáfama gastronómica, neste país, não se passou nada e o resultado está à vista…

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

A RAPARIGA NO COMBOIO

A autora, Paula Hawkins, apresenta-nos neste livro três mulheres que, em jeito de diário, se desnudam ao longo das páginas expondo virtudes e fraquezas o que as eleva para além de meras personagens de ficção, ao estatuto de seres humanos. As “heroínas” são duas mulheres que não se conhecem, uma viaja habitualmente num comboio que infalivelmente para num sinal vermelho em frente a uma casa onde vive a outra mulher. Durante o tempo em que o comboio permanece parado ela observa o que se passa na casa da outra que lhe parece ter uma vida perfeita. Mas não há vidas perfeitas. As vidas são cheias de fracassos e vitórias, momentos de pura felicidade e de profunda tristeza... Ninguém é o que parece ser. Há uma vida imensa dentro de cada ser humano para além da vida que aparenta. Cada um carrega em si vícios, manias e frustrações cuja origem permanece escondida no mais profundo do seu ser e que raramente ou nunca é revelado.
Quem nunca se surpreendeu a observar através da janela, a família que mora em frente ou os vizinhos do prédio que encontra no elevador, com um misto de inveja e admiração imaginando-lhes uma vida perfeita? Cuidado com o que se observa porque nem sempre corresponde à realidade…
Na minha opinião este livro é um bestseller por merecimento (mais de dois milhões de livros vendidos em todo o mundo em apenas 3 meses) o que nem sempre acontece. É uma leitura a não perder que nos permite o encontro com três mulheres que amam, traem, enganam e se deixam enganar e que, independentemente do sexo, poderiam ser cada um de nós…

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...