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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

FALSOS PROBLEMAS

Vivemos rodeados de falsos problemas muitos deles criados pela sociedade de consumo em que vivemos. Este tipo de sociedade inventou, em proveito próprio, necessidades que verdadeiramente não temos, tais como a necessidade de trocar de carro por um topo de gama, comprar roupas, sapatos, relógios da marca xpto, um novo emprego com melhor salário,… Estas necessidades criadas com o único intuito de nos iludir a consumir cada vez mais o que é supérfluo, acabam por se transformar em falsos problemas perante a impossibilidade de serem satisfeitas.
Problema é não ter pão para comer e dar aos nossos filhos, é não ter casa onde morar, é o desemprego, é não ter paz social e moral, são as guerras, a doença em especial se for incurável, a falta de assistência médica por não poder pagar os custos inerentes,… e tantos outros que, em silêncio, corroem a existência de quem é pobre.

Esses são os reais problemas que ninguém com responsabilidade está interessado em resolver.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

DESTINOS DE FÉRIAS

Se, tal como eu, deixou para a última da hora a tarefa de marcar a sua viagem de sonho e deu de caras com a realidade de já não haver reservas devido a sobrelotação de hotel, apartamento, voo ou outra qualquer condição, contente-se com pequenas viagens pelo nosso belo país. Mesmo esta opção não é tão viável como poderia parecer, apesar de excluído o destino mais procurado, o Algarve. Numa época de crise surpreende-me esta impossibilidade com que se defronta quem ainda imaginava poder reservar um destino de férias…
Depois de várias tentativas falhadas para reservar um circuito através da Áustria, Baviera e Alpes Italianos, decidimo-nos por fazer pequenos tours pelo nosso país. Deixarei por aqui várias sugestões.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O QUE ME FAZ FELIZ

O que me faz feliz não és tu, nem eu, nem ninguém…
O que me faz feliz é o que eu sinto cá dentro. Por isso se diz que a felicidade vem de dentro… E o que sinto cá dentro é o que de bom pode vir de ti, de mim ou seja de quem for.
Então, o que me faz feliz também podes ser tu, eu ou alguém…!
O que me faz feliz, verdadeiramente feliz, é um pôr-do-sol à beira mar, ler um bom livro, o sorriso dos meus pequeninos, estar com os amigos, a saudade que sinto dos que estão longe (porque isso me dá a certeza de que são meus amigos), rir até ficar sem fôlego, viajar, conduzir sem rumo nem destino, aquela música que me faz chorar…
O que me faz feliz também me magoa e se me magoa, não me faz feliz…
Então se magoa, também me faz feliz…!?
Há quem defenda que só existem no mundo dois tipos de pessoas: as que escolhem ser felizes e as que optam por ser infelizes. Eu oscilo entre um e outro grupo. Nunca gostei de pertencer nem nunca me integrei muito bem em grupos, por isso, ando cá e lá, entre um e outro grupo… Tem dias em que me sinto feliz e outros… nem por isso.
O que me faz feliz também me faz mal e o que me faz mal também pode matar… Mas o que não me mata, também me fortalece.
Há quem diga que a felicidade se conquista à custa de alguma dor e sem dor…
eu já sou feliz!

domingo, 9 de agosto de 2015

A MELGA

Confesso que tenho uma verdadeira paranóia no que se refere aquele bichinho que os cientistas designam por Anopheles gambiae e a que vulgarmente chamamos “melga”. Basta sentir aquele zumbido característico que a “bicha” tem a mania de fazer mal se apaga a luz para já não conseguir adormecer. O uso do termo “bicha” para designar esse irritante insecto voador não é de todo inocente. Pelo que sei, o mosquito fêmea é o único que pica. Sim, porque a Natureza cobardemente o dotou além das duas asas, de uma tromba da qual se serve para picar e sugar o nosso sangue. Mas não se fica por aqui a malvadez. Quando pica, inocula a própria saliva que, nalguns indivíduos, desencadeia uma reacção alérgica.
A minha paranóia começa no momento em que, na disposição de adormecer, apago a luz e sinto junto aos ouvidos aquele zumbido que as melgas adoram fazer durante o voo. Começo por esbracejar para afastar a “vampira”, acendo de novo a luz, salto da cama e perscruto paredes e tecto com o intuito de acabar com ela. Em tempos, era fácil localizá-la porque invariavelmente pousava no tecto mas a nova geração especializou-se na arte da camuflagem. Esta noite não consegui localizá-la e acabei por passar a noite no sofá da sala. Vi um filme, o fim de outro, vários noticiários e aprendi (na internet) que a malvada, que se introduz em nossas casas ao entardecer, é atraída além do calor corporal, pelo o anidrido carbónico que exalamos ao expirar e por algumas das substâncias que compõem o suor, como o ácido láctico.
À conta desta paranóia, passei a noite em branco no sofá da sala enquanto a melga ficou com o quarto só para ela.

sábado, 8 de agosto de 2015

O SISTEMA DE ENSINO EM PORTUGAL

Já ninguém tem dúvidas, e as recentes estatísticas vieram comprovar, que o nosso sistema de ensino está obsoleto e carece de uma mudança urgente. É preciso não confundir uma mudança radical com mais uma reforma do ensino… Não é dando "mais do mesmo", nem permanecendo mais horas na escola que se consegue resolver os problemas do abandono, absentismo, insucesso e desmotivação dos alunos.
Incompreensivelmente teimamos em manter uma escola que foi criada numa época em que era frequentada apenas por elites. Depois do 25 de Abril, com a abertura da escola a todas as classes sociais, nada foi feito de concreto no sentido de a adaptar às exigências e expectativas dos novos alunos. O problema agravou-se com a obrigatoriedade do ensino sem que ao mesmo tempo fossem criadas outras opções que não fosse o ingresso no ensino universitário. É do senso comum que tudo o que é obrigatório deixa de ser prazeroso…
O tipo de ensino actual não faz mais do que afunilar todo o tipo de alunos canalizando-os para uma única saída, as universidades públicas ou privadas, sem atender às reais necessidades e aptidões dos alunos. Poderá argumentar-se que já existe um ensino profissional… Pois existe mas conectado como sendo um ensino de segunda destinado a alunos com fracas capacidades intelectuais… Não é isso que se pretende nem o que o país precisa. O desemprego está aí a comprovar que também não é de mais “doutores” que precisamos. O que verdadeiramente precisamos é de investir na formação de técnicos a todos os níveis dando assim resposta aos alunos que não pretendem acessar ao ensino universitário sem descurar o cuidado de articular os vários tipos de ensino de forma a permitir uma franca mobilidade entre eles.
Desta forma, com alunos motivados resolver-se-ia o problema do insucesso, abandono escolar e sobretudo da indisciplina que alastra como um cancro pelas nossas salas de aula…
A manter-se o estado actual do ensino, vão ser cada vez mais os jovens obrigados a absorver uma educação que não educa nem emancipa.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

OLHA-ME COMO SE NUNCA ME TIVESSES VISTO

Olha-me com olhos de quem não vê
senão o que é perfeito.
Olha-me como se nunca me tivesses visto antes
porque, na realidade, nunca me viste
tal como sou e provavelmente nunca verás…
Olha-me agora nem que seja um só instante
porque num relance, num momento de distracção,
pode ser que me vejas de tão invisível que eu sou…
Olha-me com olhos que não vêm
apenas aparências
e pode ser,
não garanto,
pode ser que nesse preciso instante
me consigas ver.
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