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quinta-feira, 30 de julho de 2015

A DANÇA DAS CADEIRAS

Para quem não conhece, o polaco Pawel Kuczinski, além de excelente ilustrador e cartoonista, distingue-se pela sátira social, económica e política a nível mundial.
Em Portugal, a dança das cadeiras começou com a nomeação dos cabeças de lista dos partidos políticos. Cada partido já se apressou a nomear os seus numa corrida desenfreada aos cargos (leia-se tachos)… Independentemente das sondagens que por aí se fazem e de acordo com a famigerada “lei da alternância” que grassa no nosso país desde o 25 de abril de 74 é expectável uma vitória do PS nas próximas legislativas.
Quando observei esta gravura da autoria do cartoonista Pawel Kuczinski, foi inevitável estabelecer uma relação com as próximas legislativas que se avizinham.
Quase me apetece legendar cada um dos líderes ilustrados com as siglas PSD, PS…

quarta-feira, 29 de julho de 2015

ACORDAR CEDO...

Há dias em que nos dá para acordar cedo seja lá o que se pretenda entender por “cedo”. Para mim, acordar cedo é despertar antes da hora em que é suposto acordar e acordar antes dessa hora… é sempre cedo. Daí não viria grande mal ao mundo (e não vem mesmo) se eu conseguisse adormecer a seguir. Mas não é isso que acontece, depois de acordar permaneço acordado às voltas na cama até chegar a hora em que estava previsto saltar da cama. Acordar cedo dá saúde e faz crescer, dizem. Quanto à saúde, estamos conversados e quanto ao crescer… já cresci o que tinha a crescer (entenda-se em altura…) Por isso, continuo a achar uma seca acordar cedo, principalmente quando não se tem nada urgente para fazer.
Já me aconteceu acordar às 7h quando só era preciso acordar às 7h30, nada mau; já acordei às 6h quando nem tinha hora de acordar; depois aconteceu-me acordar às 5 e mais tarde às 4h. Desta vez, bati o meu record, acordei às 3h quando só tinha adormecido à 1h…! Parece que a vespertina se instalou ou pretende dormir comigo…
Eu sei, já ouvi dizer e creio até já ter lido algures que é normal os idosos dormirem pouco. Logo à partida eu digo que se lixe quem me apelida de idoso além de que não partilho minimamente desse parecer de que a partir de certa idade se dorme pouco… Sempre dormi pouco mesmo antes de ser considerado “idoso”.
Há dias em que a gente acorda ainda antes de adormecer…
Há dias assim.

terça-feira, 28 de julho de 2015

O PÁSSARO ENCANTADO

Todos nós possuímos um pássaro encantado na forma de companheiro(a), filho(a), irmão, amigo ou qualquer outro ente querido que tentámos prender ou a quem inteligentemente já abrimos a porta da gaiola… A alegoria baseia-se no conto “O pássaro encantado” que descobri recentemente numa das minhas “viagens” pela Internet. Como a maioria dos contos, histórias e lendas também este tem como objetivo provocar uma reflecção sobre as nossas atitudes e ajudar-nos a descobrir novos caminhos. Verdadeiras lições de vida se os soubermos e quisermos interpretar…
Pelo que ficou escrito, não resisti a partilhar resumidamente aqui o seguinte conto:
Era uma vez uma menina que tinha um pássaro encantado que voava livremente e só voltava quando sentia saudades… As suas penas também mudavam de cor de acordo com os lugares longínquos por onde voava. A menina amava aquele pássaro e ficava a ouvi-lo contar histórias dos locais por onde voava sem jamais se cansar. O pássaro também amava a menina, e por isto voltava sempre.
Cada vez que o pássaro partia a menina amuava, fazia beicinho e chorava com saudades…
O pássaro dizia-lhe: Eu também vou ter saudades mas o meu encanto precisa da saudade. É a saudade que faz com que as minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudade. Eu deixarei de ser um pássaro encantado.
Uma noite, enquanto esperava que ele voltasse, a menina teve uma ideia: Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá e eu não terei mais saudades.
Quando o pássaro chegou com as suas maravilhosas cores e adormeceu cansado da viagem, a menina prendeu-o na gaiola. Ao acordar o pássaro soltou um pio lancinante ao ver-se preso e disse: O que é que fizeste? Quebrou-se o encanto. As minhas penas ficarão feias… Sem a saudade, o amor ir-se-á embora…
A menina não ligou pensando que ele acabaria por se habituar mas não foi isto que aconteceu. Conforme o tempo ia passando, as penas iam caindo e perdendo as cores transformando-se num cinzento triste. E veio o silêncio: deixou de cantar.
A menina também ficou triste. Não, aquele não era o pássaro que ela amava, por isso, abriu a porta da gaiola e deixou-o voar.
Obrigado, disse o pássaro, preciso de partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. E partiu.
Todos os dias a menina se arranjava de forma a ficar bonita, no fim de cada dia, pensava: Quem sabe talvez ele volte amanhã….
Muita gente mantém pássaros presos em gaiolas com a desculpa de que o fazem por amor. No fundo, isso não passa de uma pura mentira. Quem ama liberta.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

O FIM DOS NERDS

Até agora, principalmente quando as empresas queriam contratar quadros médios ou superiores, eram aplicados aos candidatos testes específicos com o fim de avaliar o seu QI. O primeiro teste data do início do século XX e foi desenvolvido pelo psicólogo francês Alfred Binet tendo em vista identificar estudantes com dificuldades de aprendizagem mas só mais tarde o psicólogo alemão William Stern criou a expressão Quociente de Inteligência (QI).
Ao que parece o QI já era. O que agora está a dar é o QX. De facto, o que se avalia nos nossos dias não é o QI (Quociente de Inteligência), nem o QE (quociente de Inteligência Emocional) mas sim o “factor X”.
O que é preciso para se alcançar um valor razoável do tal fator X?
Além das habilitações adequadas e de uma eventual experiência no cargo a desempenhar, os candidatos deverão possuir: uma grande dose de autoconfiança; saber lidar com o stresse e dominar a pressão em vez de ser dominado por esta; e, por fim, conseguir comunicar e funcionar em equipa.
Resumindo, exige-se portanto aos novos candidatos a quadros médios ou superiores que sejam capazes de um certo controlo das emoções.
É o fim dos chamados nerds (os "marrões", ratos de biblioteca, sem grandes aptidões sociais). 

domingo, 26 de julho de 2015

TODA A LUZ QUE NÃO PODEMOS VER

A leitura deste livro deixou-me de certo modo um pouco decepcionado. Tal como acontece quando depositamos demasiadas expectativas em relação a algo ou alguém. E a culpa é sempre nossa e nunca do ou de quem nos decepciona... o problema são as expectativas.
O livro não podia trazer melhores referências, tendo sido bastante elogiado pela crítica e premiado, incluindo o Pulitzer.

- Um dos melhores livros do ano, segundo a Amazon.com
- Finalista do National Book Award 2014
- Um dos 10 melhores livros do ano, segundo o New York Times Book Review
- Melhor livro de 2014 segundo a Barnes and Noble,Entertainment Weekly, The Washington Post, The Guardian e Kirkus Review.

Pelo facto de me sentir decepcionado não invalida que se trate de uma excelente história, muito bem contada, com uma escrita talvez demasiado elaborada e cuidada para o meu gosto. Prefiro uma linguagem mais directa. A narrativa vai saltitando de um personagem para outro ao longo das quinhentas e tal páginas do livro com avanços e recuos no tempo, técnica muito utilizada por vários autores. Descreve minuciosamente um cenário de guerra na cidade de Saint-Malo, cidade onde já estive o que me permitiu deambular mentalmente pelas diferentes ruas ao longo da célebre muralha.
O romance aborda temas como a sobrevivência e generosidade em meio às atrocidades de uma guerra que jamais devia ser esquecida.
Recomendo a leitura deste livro não só pelo enredo mas sobretudo pelo rigor histórico.
Sinopse:
Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de se orientar pelas ruas da cidade. Aquando da ocupação nazi de Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levando consigo um valioso diamante – Mar de Chamas. Em simultâneo, na Alemanha, o órfão Werner vive com a irmã mais nova num orfanato, encantados com o rádio que um  dia encontraram numa pilha de lixo. Werner torna-se um perito na montagem de rádios, talento que lhe vale uma vaga numa escola nazi. Incorporado à força no exército, um dia tem como missão descobrir a origem das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados à Normandia. Certo dia o rapaz é enviado para Saint-Malo, onde seu caminho se cruza com o de Marie-Laure…

sábado, 25 de julho de 2015

OS ESCRAVOS DA APARÊNCIA

Muita gente vive, não a própria vida, mas aquela que os outros (pais, amigos, ídolos, modas,…) decidem que é melhor para elas. E assim perseguem a sua existência de tal modo preocupados em agradar a tudo e a todos que esquecem as próprias expectativas acabando mesmo por perder o controlo da própria existência, deixando para trás o que verdadeiramente os faria felizes.
Esquecem o que realmente são em detrimento do que julgam que os outros pretendem que sejam... Todo este esforço e anulamento da própria personalidade com o objectivo de ser aceite no grupo dos colunáveis, de provocar a admiração da sociedade em que vivem…
Não se esqueça que só tem uma vida, esta aqui e agora. Não deixe que a opinião dos outros o desvie do seu verdadeiro caminho.
Desista de ser escravo da aparência, de mostrar aquilo que não é.
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