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sábado, 6 de junho de 2015

FAITES VOS JEUX

Ela sabe que mente, eu não sei
se ele não sabe que ela mente…
Ela mente fingindo não se importar.
Eu não sei se ele sabe que ela finge
que já não se importa.
Há uma voz que comanda:
Faites vos jeux, rien ne va plus
Ela sabe que um sorriso dá mais ganho
do que apostar um amuo no preto
ou uma cena de ciúmes, no vermelho…
Eu não sei se ele sabe
que ela finge…
Faites vos jeux, rien ne va plus
mas o jogo é mesmo assim…!

sexta-feira, 5 de junho de 2015

A BONDADE É CONTAGIOSA

Não me surpreende nada o estudo levado a cabo pela psicóloga Sarina Saturn e agora publicado na revista “Biological Psychiatry”. Através de várias experiências, esta psicóloga conseguiu localizar no cérebro onde se encontra a bondade.
Segundo o mesmo estudo, percebeu-se que a bondade é “contagiosa”, ou seja, ao assistirmos a actos de bondade, somos impelidos a fazer o mesmo.
Todas estas descobertas foram possíveis através da observação da actividade cerebral de diversas zonas.
Não resta agora qualquer dúvida de que as pessoas que nos rodeiam acabam de uma maneira ou de outra por influenciar a nossa maneira de ser. Já lá dizia o ditado popular: “junta-te aos bons e serás como eles, junta-te aos maus e serás pior que eles”. A fazer jus ao ditado, ainda um dia se virá a provar que a maldade também é contagiosa.
Para já ficou provado que a bondade é contagiosa mas Lobo Antunes, conhecido psiquiatra, diz a este propósito: “o problema é haver tanta gente vacinada contra ela…”

quinta-feira, 4 de junho de 2015

V. DE THOMAS PYNCHON

Thomas Pynchon é conhecido por escrever grandes (literalmente) livros que chegam a rondar as quinhentas e muitas páginas e, além disso, de leitura nada fácil… O autor é também conhecido pela sua reclusão sendo que raramente dá entrevistas ou se deixa fotografar. Esta atitude tem gerado alguma especulação quanto à sua verdadeira identidade. Há quem diga que ele é Jim Morrisson e também quem afirme que se trata de Bob Dylan…! Enfim, paira o mistério sobre a sua vida privada e isso alimenta sempre a imaginação.
Ao longo da sua carreira literária já ganhou diversos prémios como o National Book Awards e foi por várias vezes citado presumível candidato ao prémio Nobel de Literatura.
Confesso que não conhecia Thomas Pynchon nem a sua vasta obra. O conhecimento veio através do meu filho que me ofereceu o livro V. deste autor. Segundo consta é um dos seus livros de mais fácil leitura… imagine-se se eu tivesse começado por qualquer outro livro deste autor…! Ao meio das 556 páginas do livro ainda não formei uma opinião muito consistente sobre o livro. Para já posso dizer que para além do estilo de escrita bastante complexo, o elevado número de personagens dificilmente relacionáveis entre si exige uma leitura atenta exaustiva forçando-nos constantemente voltar atrás para compreender o prosseguimento da leitura principalmente quando se interrompe de um dia para outro num determinado capítulo. Por várias vezes me senti tentado a abandonar a leitura deste livro entediante e confuso. Só não o fiz por curiosidade, para saber se a história acaba por fazer algum sentido…
Honestamente devo confessar que não é o meu tipo de leitura e não o recomendo à maioria dos leitores. Enfim, é a minha opinião e por isso, vale o que vale…

quarta-feira, 3 de junho de 2015

OS SENTIMENTOS NÃO MORREM

As coisas têm uma tendência natural para acabar. É assim uma espécie de regra que, como tal, admite excepções…
Generalizando, é permitido afirmar que todas as coisas têm um fim, um prazo de validade…
Mas os sentimentos não são coisas e como tal, não morrem. Podem transformar-se, metamorfosear-se mas estarão sempre lá, sempre presentes no cantinho mais recôndito da nossa alma.
Assim, carinho, ternura, amizade, companheirismo, amor e ódio interagem, evoluem e podem até transformar-se uns nos outros
... os sentimentos nunca morrem, apenas se transformam.

terça-feira, 2 de junho de 2015

DE REGRESSO AOS LIVROS

Como devorador de livros assumido não causará grande admiração se disser que ando literalmente às voltas com três livros… são mesmo três e em simultâneo… É preciso que se diga que não é por gosto, mania, hábito ou qualquer outra tara. Andar a  ler três livros em simultâneo tem uma explicação e tem tudo a ver com esta estranha moda que deu nos autores contemporâneos de escrever livros com mais de 500 páginas onde narram histórias que poderiam ser narradas em cerca de 100 páginas. As páginas restantes são preenchidas por aquilo a que eu chamo “palha” e que não fazem absolutamente falta nenhuma à compreensão da história. Essa “palha” é constituída por uma fastidiosa descrição de pormenores paisagísticos e outros relativos aos personagens, ao tempo, à toilete,… Eu sei que muitos desses pormenores são essenciais para localizar a história no tempo ou caracterizar física e psicologicamente os personagens mas convenhamos que muitos outros, são absolutamente desnecessários e fica-se com a sensação de que foram ali registados apenas para preencher algumas (muitas) páginas. É o que me está a acontecer com este livro de Thomas Pynchon… mas sobre este e os outros livros voltarei a escrever mais tarde.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

MORAL DA HISTÓRIA

Era uma vez um príncipe que um belo dia conheceu uma linda princesa. Não se sabe ao certo se estavam apaixonados mas acabaram por casar e viveram felizes para sempre…
Era assim que a história devia acabar se fosse um conto de fadas mas não foi essa a realidade. De facto não viveram felizes para sempre porque o príncipe tinha uma secreta paixão por uma dama da corte e um belo dia a princesa descobriu a traição e vai daí, vingou-se… Fez ela muito bem, digo eu.
Acabaram por se separar e o príncipe, vendo-se de novo livre, casou com a tal dama de seu nome Camilla Parker-Bowles.
Mas também esta história acaba mal. Parece que uma estranha maldição lançada pela princesa Diana Spencer se abateu sobre o príncipe. Bem se diz que “cá se fazem, cá se pagam”. Segundo a revista “Globe”, Camilla foi apanhada por uma câmara de vigilância a beijar um ator (não se sabe ao certo, quem), … mas recusa separar-se, e, em caso de divórcio, exige 320 milhões de euros.
Moral da história: antes de beijar seja quem for veja com muita atenção se não há uma câmara de vigilância por perto.
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