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domingo, 31 de maio de 2015

O QUE PODERIA PARECER... AFINAL NÃO É

Morar num condomínio de grandes dimensões, tem as suas vantagens a par de outros tantos inconvenientes… Uma das vantagens é permitir conhecer só quem nos dá na real gana. Claro que isso não pressupõe a dispensa da elementar regra de boa educação que é cumprimentar aqueles com quem nos cruzámos nos acessos ao prédio. Mas daí a grandes conversas, sorrisinhos e fofocas… só com quem bem nos apetece. Apesar desse distanciamento e consequente anonimato, é possível observar determinados comportamentos que se destacam quer pela positiva, quer pela negativa. Há muito que venho reparando na forma como alguns condóminos estacionam as suas viaturas no parque exterior do condomínio… Uns estacionam mesmo no meio de dois lugares, outros atravessados entre outros dois lugares, há ainda quem deixe a viatura de um dia para o outro com um dos pneus em cima do passeio… isto só para citar alguns exemplos.
Perante atitudes como estas, o que poderia parecer falta de civismo, desprezo pelos outros, não passa afinal de incompetência pela nobre arte de conduzir. Uma observação mais atenta permitiu-me descobrir a enorme dificuldade que esses condóminos têm em estacionar. Se para alguns a dificuldade reside basicamente na pouca prática e ainda existe a esperança de que venham a progredir, para outros, a julgar pela idade, não resta a mínima hipótese de progredirem e o que mais me preocupa, é o tipo de condução que praticam por essas estradas fora…

sábado, 30 de maio de 2015

CHEGA SEMPRE UM DIA

Lá vem o dia e há sempre um dia de maior clarividência nas nossas vidas, em que a gente percebe que tudo muda:
as modas passam, as coisas e as pessoas mudam, nós próprios mudámos e até mesmo os sentimentos…
Tudo passa, tudo muda e, se não muda,
só pode ser por medo…
ou já é tarde…!

sexta-feira, 29 de maio de 2015

UM DIA A JARRA VAI À VIDA...

Há hábitos que se quebram como se quebra uma jarra que, por muito andar a uso, um dia “vai à vida”… É certo que há bons e maus hábitos mas como tudo a que nos habituamos, mais tarde ou mais cedo, sentimos-lhe a falta. Não é fácil sair da nossa zona de conforto para nos adaptarmos a novas paisagens… a novos hábitos (?).
Apesar do prazer que dão a quem deles usufrui, há hábitos que se quebram por se tornarem quase uma carga para quem os pratica acabando por ser quase uma obrigação … E, como tudo o que é quase não chega a ser coisa nenhuma, não são uma obrigação nem deixam de ser...
São assim os hábitos que se quebram como uma jarra que, por muito andar a uso, um dia vai à vida…

quinta-feira, 28 de maio de 2015

OS EGOCÊNTRICOS

Há comportamentos de um tal egocentrismo que nos deixam completamente fora do sério e, apenas porque somos pacíficos, não passámos à prática aquele espancamento que lhe aplicámos mentalmente …
Segundo Jean Piaget, o egocentrismo é uma característica natural das crianças na segunda infância (entre os 3 e 6 anos) já que, as crianças desta idade, ainda não são capazes de compreender que existem outras pessoas com opiniões, crenças e pensamentos diferentes dos seus. Isto é, nesta fase da vida as crianças são naturalmente egocêntricas. Não é pois natural permanecer nesta fase para além dos 3 e os 6 anos. Sempre que este comportamento permanece ao longo da vida, revela indivíduos imaturos e desadaptados à vida em sociedade. Nestes indivíduos, ao contrário do que geralmente aparentam, o problema reside numa baixa auto estima… O egocentrismo é afinal uma forma de compensar a sua insegurança. De posse deste esclarecimento, ao contrário do que é habitual, devemos reagir com tolerância… São merecedores da nossa piedade.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

AO LONGE,

muito ao longe,
as palavras flutuam no ar compondo a letra de uma canção:
Beucoup de mes amis son venus des nuages…
que os ouvidos distraídos não se permitiram ouvir:
Beucoup de mes amis son venus des nuages…
Na ponta dos dedos fervilha a escrita do dia na pressa de registar o que a cabeça diz.
E ao longe, muito ao longe, a letra da canção evolui embalada por uma melodia que, de tão simples, fica a martelar os neurónios muito para além de já ter acabado…
E ao longe já nada se ouve para além do silêncio…
Estranhamente a melodia arremessa as palavras que ouvidos desatentos se recusaram ouvir:
Beucoup de mes amis son venus des nuages…
Na ponta dos dedos, ainda fervilham os pensamentos trazidos pelos amigos…
sendo que,
muitos dos meus amigos vieram das nuvens…

terça-feira, 26 de maio de 2015

HÁ QUEM ACREDITE EM LENDAS...

Ontem almocei peixe-espada frito com arroz e salada.
Nada de extraordinário no peixe, no arroz nem na salada…
Nada de extraordinário se o peixe-espada não fosse um peixe voador e nele me transportasse a uma terra de sonho feita de pequenos fragmentos da lendária Atlântida…
Há quem acredite em lendas assim como existem os céticos. Eu acredito.
Acredito em lendas assim como acredito na existência da Atlântida e na lenda das Sete Cidades.
Posso testemunhar a cor das lágrimas dos olhos azuis da princesa bem como a cor das lágrimas verdes, tão verdes como os olhos do pastor…
Qualquer sonho para se realizar só precisa que alguém acredite que ele possa ser realizado…
Há quem acredite em lendas,
e há também os céticos…
Eu acredito.
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