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segunda-feira, 25 de maio de 2015

IGUALDADE NÃO SIGNIFICA JUSTIÇA

Sábado passado fomos de novo surpreendidos pela negativa com a declaração da Ministra das Finanças sobre a possibilidade de serem necessários novos cortes nas pensões. Dizia a ministra que “o processo de garantia da sustentabilidade da Segurança Social pode passar por reduções nas actuais pensões, se tal significar uma melhor redistribuição do esforço”. Se por “redistribuição do esforço” se entende reduzir as pensões milionárias de deputados e afins, aqui vai o meu aplauso. Mas, diz-nos a experiência que quase sempre a “distribuição do esforço” é feita segundo o Princípio da Igualdade e não sob o Princípio da justiça….
Nem sequer me passa pela cabeça questionar a prática do Princípio da igualdade consagrado na Constituição não só do nosso, mas de vários outros países. O Princípio da Igualdade assegura que "todos são iguais perante a lei", independentemente da riqueza ou prestígio, aspiração legitima de todas as sociedades democráticas desde os tempos mais remotos. Há notícia de este princípio já ter sido praticado em Atenas cerca de 508 a.C. No entanto, o modelo mais parecido com o que actualmente se pratica, remonta a 1215 d.C., altura em que o Rei João Sem-Terra assinou a Magna Carta.
Teoricamente o Princípio da igualdade é da mais pura e elementar justiça mas a prática mostra outra coisa, nem todos são iguais perante a lei...
Se não questiono o Princípio da igualdade sob o ponto de vista jurídico, já não concordo com o mesmo sob o ponto de vista da justiça social. Distribuir igualmente os encargos sociais tais como impostos e contribuições de solidariedade acabam por gerar maiores desigualdades como nos tem mostrado a prática.

BLUE MONDAY

Há dias em que por qualquer razão, real ou fictícia, a tristeza toma conta daquele espaço cá dentro que reservávamos para a alegria. Pode mesmo não haver qualquer razão que justifique a tristeza sendo ela apenas fruto dos astros, época do ano, ou contrariedades da vida… Como hoje em dia a (pseudo)ciência explica tudo, ou quase tudo, existe mesmo uma fórmula matemática para calcular o dia mais triste do ano! Segundo essa fórmula, o dia mais triste do ano seria a terceira segunda-feira de Janeiro. Tudo isto porque uma empresa de viagens (Sky Travel) contratou um psicólogo (Cliff Arnall) para elaborar uma fórmula matemática que permitisse determinar com rigor esse dia…
Por isso, se hoje se sente triste, anime-se. Janeiro já vai longe e hoje não é o dia indicado para grandes tristezas segundo a tal fórmula matemática e a Matemática nunca falha…
Para mim, os dias mais tristes são aqueles em que a alegria se distrai de convidar a gente…
Há dias assim…

domingo, 24 de maio de 2015

O RAPAZ AFINAL NÃO ERA VIRGEM...

Numa sociedade em que os valores morais se encontram totalmente subvertidos, não surpreende que o que há bem pouco tempo era encarado como uma virtude seja agora motivo de vergonha… Não admira também que o defesa brasileiro David Luís do Paris Saint-Germain e antigo jogador do Benfica, tenha vindo à praça pública negar ser ainda virgem…! O “boato” que correu durante a semana teve origem na frase "Eu escolhi esperar" que supostamente serviria de legenda a uma foto onde se via o jogador a ser batizado na piscina de um colega de equipa. Para dizer a verdade, este preconceito contra a virgindade masculina não é de agora, ao longo dos tempos e em diferentes sociedades ele tem estado presente. Enquanto para a mulher era exigido que permanecessem virgens até à data do “casamento” para o homem, permanecer virgem depois da adolescência foi sempre motivo de chacota e vergonha para o visado. Em diferentes sociedades ainda hoje existem rituais que celebram a perda de virgindade para os rapazes… Ser virgem e do sexo masculino não é fácil (por incrível que pareça) ainda nos nossos dias. O filme “Virgem de 40 anos”, retrata o inferno em que se pode tornar a vida de um rapaz ridicularizado pelos amigos por ser ainda virgem aos 40 anos.

sábado, 23 de maio de 2015

O FRUTO PROIBIDO

Tem sido assim desde que, no jardim do Édem, o ser humano desejou experimentar o fruto proibido sendo que quanto mais proibido mais aguça o desejo e intensifica a vontade de experimentar. Muitas vezes, a atitude mais inteligente é proibir o contrário daquilo que se deseja, estilo mandar uma criança fazer algo que não queremos que ela faça. Pelo contrário, quando lhe dizemos para não fazer, é quando ela faz mais depressa. A este propósito veio-me à memória uma história que ouvi numa viagem que fiz a Berlim em 2005 (Ver aqui).
Na visita que fizemos ao Palácio de Sans Souci em Potsdam surpreendeu-me ver, na lápide da tumba de Frederico II, em vez de flores, batatas que as pessoas ali depositaram. O que me pareceu uma brincadeira de mau gosto e até falta de respeito tem afinal uma explicação que me foi dada de seguida pela guia e que aqui vou reproduzir sucintamente.
Sendo originária da América do Sul, a batata chegou à Espanha em 1535 mas não teve vida fácil nos restantes países da europa. Começou por ser considerada uma planta ornamental devido à beleza das suas flores mas recusada como alimento por ser considerada venenosa. O seu cultivo chegou mesmo a ser proibido em França, por se pensar que causava a lepra. Graças a Frederico II o Grande que incentivou o seu cultivo a batata tornou-se uma excelente alternativa à escassez de cereais. Mas também os agricultores alemães se mostraram relutantes em aceitar o seu cultivo. Perante esta atitude dos camponeses, o monarca mandou publicar um edital real que ordenava o cultivo obrigatório, sob pena de morte para quem desobedecesse. Continuando os camponeses a recusar cumprir a ordem, Frederico II teve a esperteza de mudar de estratégia: proibiu o cultivo e declarou que a batata fosse de uso exclusivo da realeza. O resultado foi que a batata se converteu num alimento proibido e por isso o mais desejado… Os camponeses roubaram, cultivaram e degustaram este “fruto proibido” a que, em França deram o nome de pomme de terre.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

ABRAÇOS GRÁTIS

O Dia do Abraço comemora-se internacionalmente a 22 de maio e teve origem, em 2004, por iniciativa do australiano “Juan Mann” que, nesse dia, distribuía abraços gratuitamente pelas ruas de Sydney. Esta iniciativa alcançou um grande protagonismo internacional devido a um clipe da banda australiana Sick Puppies. Neste clipe publicado no YouTube podiam ver-se imagens dos abraços distribuídos por “Juan Mann” e em dois dias apenas tornou-se viral, contando com 250 mil visualizações…
Naqueles dias em que a vida se diverte a dar pedradas nas águas calmas da nossa existência, dias de acontecimentos trágicos ou no mínimo desagradáveis, um abraço, um simples abraço, podia fazer toda a diferença. Mas quando olhámos à nossa volta, geralmente só lá estamos nós para nos reconfortar… Nesses dias, é normal sentir a falta de um abraço já que não é possível, por questões anatómicas, chorar no próprio ombro.
Há dias em que se procura desesperadamente um ombro amigo sem contudo o encontrar…
Há dias assim…

quinta-feira, 21 de maio de 2015

HÁ SEMPRE UMA ESQUINA

Na vida de cada um há sempre uma esquina porque a vida não é uma recta e o mundo é redondo. Há sempre uma esquina onde tudo começa mas também onde tudo pode acabar. Naquela esquina tudo pode acontecer desde as palavras mais doces às mais amargas. Tudo se passa naquela esquina como se a vida se concentrasse ali com medo do que poderia encontrar ao virar da esquina. Ali, há encontros e desencontros como se aquela esquina fosse um imã que os atrai… Tudo na vida, pelo menos tudo aquilo que na vida importa, acontece naquela esquina assim como tudo pode acontecer ao virar da esquina. A felicidade pode estar ao virar da esquina mas também morte e a desilusão… Mas ao virar daquela esquina não há vida, nada existe… O virar da esquina é o nada!
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