Etiquetas

terça-feira, 12 de maio de 2015

UM MUNDO DE EMOÇÕES

Vivemos num mundo carregado de emoções onde os sentimentos andam muitas vezes ausentes. Apesar de não existir consenso quanto à distinção entre sentimento e emoção e muitas vezes sejam confundidos, os sentimentos são mais conscientes do que as emoções. As emoções são a resposta imediata e inconsciente aos estímulos exteriores, enquanto o sentimento provém de uma avaliação racional das emoções.
No entanto, o ser humano passa rapidamente da emoção ao sentimento e vice-versa, ou seja, é capaz de amar ou odiar, com a mesma intensidade…
Quem anda atento às notícias repara que cada vez são mais frequentes os casos de indivíduos que abatem a tiro amigos, familiares e às vezes até perfeitos estranhos movidos pelo ódio, zangas, invejas... Perante estas notícias e pela experiência pessoal no dia-a-dia, somos tentados a acreditar que na sociedade actual o ser humano é cada vez mais movido pelas emoções em detrimento dos sentimentos cada vez mais ausentes da vida das pessoas.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

NÃO É FLOR QUE SE CHEIRE

Há dias alguém, por sinal reformado da função pública, dizia-me acerca de António Costa: “Ele promete que vai repor as reformas, promete baixar o IRS, promete acabar com a austeridade, promete… promete… A mim nunca me enganou, aquele não é flor que se cheire". Não respondi, sorri em concordância apenas em parte com a opinião do dito senhor. Também não faço ideia onde vai António Costa desencantar o dinheiro para cumprir tais promessas mas daí a ser flor que se cheire, isso já não sei. Nunca cheirei nem tampouco estive a uma curta distância de António Costa para me aperceber do odor que liberta… e declaro-me imensamente grato à providência por isso. Quanto a ser uma flor, também não me parece uma comparação muito adequada. Na verdade, acredito que o senhor que assim falava de António Costa não fazia a mínima ideia da origem da expressão “não é flor que se cheire”. Penso que esta expressão teve origem numa bela flor originária das florestas da Somália que tem tanto de bonita como de mal cheirosa. Quando floresce, exala um cheiro a putrefacção e por isso é designada de “flor cadáver”. Usa-se portanto esta expressão para designar uma pessoa pouco recomendável, que não merece confiança.

domingo, 10 de maio de 2015

NOVA MODA MASCULINA

Andava eu bem enganado a frequentar o ginásio todos os dias para conseguir manter este corpinho escorreito apesar dos estragos que a p*t* da idade teima em fazer e afinal o que as mulheres gostam é dos dad bod...! Pois, também me assaltou a mesma dúvida. Para quem não sabe (como eu não sabia), eu explico. Dad bod é a abreviatura de corpo de pai em inglês. Trata-se de uma nova moda masculina que preconiza um tipo de homem com barriguinha e alguma gordura à mistura… isto é, o velho conceito de “gordura é formosura”, volta a estar na moda. No entanto, convém não esquecer que o “dad bod” não é um sujeito obeso, antes pelo contrário é um indivíduo saudável, sem excesso de peso.
Como isto de modas está sempre ligado a figuras públicas predominantemente do mundo do espetáculo, a moda está apoiada nos exemplos de Leonardo DiCaprio, Adam Sandler e John Hamm.
Como se sabe, as modas são passageiras, já foi moda os metrossexuais depois, veio a moda dos lumberssexual (muito em voga ainda nos nossos dias) e por fim, temos aí a moda dos ded bod a fazer grande sucesso (pelo menos em Hollywood).
De qualquer modo acho que vou continuar a frequentar o ginásio até porque o meu objectivo é manter a elasticidade muscular além da saúde física e mental. Por outro lado, esta moda é uma grande desculpa para continuar a beber a minha cervejinha sem me preocupar muito com a barriguinha que já começa a despontar…

sábado, 9 de maio de 2015

FALA-ME DE TI

Fala-me de ti
ainda que não digas nada
que eu não saiba já.
Mas fala-me, fala-me de ti
ainda que sejam só palavras
de circunstância que nada dizem…
Diz-me o que pensas,
o que fizeste ou deixaste de fazer,
mas fala-me, fala-me de ti
para que eu não diga o que penso…
O importante é que eu não fale
nem que o silêncio se instale,
silêncio que só por si
diz mais do que as palavras
poderiam dizer…
                          Jorge Leal

sexta-feira, 8 de maio de 2015

#5 VIAGEM AO MUNDO DA BIMBY EM SETE DIAS

5.º Dia
Devido a alguns afazeres inadiáveis que me ocuparam as manhãs e me obrigaram a almoçar fora, retomei a viagem ao mundo da Bimby. Hoje dediquei a manhã à Bimby não fosse ela ficar ciumenta ou preguiçosa. Comecei o dia, não muito cedo (eram 9h30) por preparar 1 litro de sumo de duas laranjas que reservei no frigorífico para acompanhar o almoço. A seguir, voltei a fazer a espuma de frutos silvestres para a sobremesa que reservei também no frigorífico. Para o almoço preparei molho bechamel e resolvi aproveitar as postas de pescada congelada que sobraram do prato de pescada ao vapor. Para variar fritei as postas de pescada que servir com molho bechamel acompanhadas com massa. Devo dizer que esta receita não faz parte do ABC da Bimby, é inteiramente da minha autoria.
Comentários:
Preparar o sumo de laranja (1 seg.) e a espuma de frutos (10 mint.) silvestres não apresenta qualquer dificuldade e fazem-se rapidamente. Fiz o molho bechamel e de seguida cozi a massa enquanto fritava as postas de pescada. O aspecto resultou bastante agradável e o sabor, embora diferente, nada mau.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

NAQUELE TEMPO CONTAVAM-SE TOSTÕES

O senhor Joaquim era marceneiro. Digo era porque actualmente o senhor Joaquim já não é nada. O mais que poderia ser era cinza, pó e… nada. O senhor Joaquim já não existe mas ficou em mim a recordação do que ele era. Recordo-o como um homem pacífico, trabalhador, e caseiro. Raramente era visto na mercearia da esquina onde, ao fim da tarde, se juntavam os homens lá do Largo para beber uns “quartilhos” de tinto e jogar as cartas. Nesse tempo, o vinho era vendido ao “quartilho” e raramente ao litro porque os “escudos” não abundavam e contavam-se os tostões. Lembro-me de fazer recados e de ir à mercearia comprar três tostões de salsa. O senhor Joaquim tinha oficina na rua do Sol e daí seguia calmamente para casa ao fim do dia. Lembro-me dele como um homem de meia-idade quando eu ainda era menino. Quando digo menino refiro-me a ser menino de 6 ou 7 anos. Na oficina do senhor Joaquim, que me lembre, não se construíam móveis. Faziam-se apenas pequenas reparações como colocar o fundo ou a perna de uma cadeira que se partira. Nesse tempo os móveis consertavam-se quando estragados, não se corria ao Ikea a comprar novos. O Ikea nem sequer existia tal como também já não existe o senhor Joaquim… Todos os dias, a caminho da escola, passava à porta da oficina e quase sempre via os mesmos trastes que ali ficavam à espera de serem consertados. Não havia máquinas tudo era feito à base do serrote, formão, maço, martelo e pouco mais. Não faço ideia como era a oficina por dentro, ali reinava a escuridão. Hoje me interrogo se o que ganhava naquela oficina daria para sobreviver. Mas naquele tempo, contavam-se os tostões e na mercearia da esquina havia “o livro de fiados” e lá se ia pagando ao fim do mês, depois de contados os tostões.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...