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terça-feira, 14 de abril de 2015

O BEM E O MAL

Como dizia o Marquês de Maricá, O mal ou bem que fazemos aos outros reverte sobre nós acrescentado. Isto não é outra coisa senão a conhecida e infalível lei do Karma.
Há comportamentos e coisas que se fazem ou se deixam de fazer que magoam profundamente as pessoas com quem se convive. E não se pense que, para fazer mal a alguém, é preciso pegar numa moca e zás, dar com ela na cabeça de quem estiver por perto… pronto, já está. Ou então disparar um tiro certeiro… já eras. Às vezes, basta uma palavra não dita na altura certa, a ausência de um gesto de carinho… Não fazer bem já é uma forma de fazer mal a alguém.
Sem que se tome plena consciência, não é raro provocarem-se mágoas e ressentimentos que ao longo do tempo vão minando e acabam por destruir a mais sólida das relações humanas.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

OS PORTUGUESES SÃO UM POVO MAL-EDUCADO?

«Os portugueses são um povo completamente mal-educado». Quem o afirma é a jornalista e escritora Marisa Moura. Sem cair na tentação de generalizar, sou tentado a concordar com esta afirmação. Frequentar um qualquer espaço público é o suficiente para observar alguns dos comportamentos comprovativos da má educação. Um ginásio, como espaço público que é, permite uma amostragem bastante representativa de vários extratos sociais. Sendo frequentado maioritariamente por “malta” jovem, é possível observar alguns dos comportamentos que vêm dar razão à afirmação da escritora. De um modo geral, esses jovens conversam num tom de voz exageradamente alto o que revela falta de respeito pelos demais utentes que seguramente não estão interessadas em escutar as suas conversas geralmente vazias de conteúdo ou demasiado pessoais. O mesmo se passa quando falam ao telemóvel… De facto, é inacreditável o número de pessoas que falam exageradamente alto em qualquer espaço público sem terem a menor consciência de que o fazem. Além de falarem aos berros, não fazem parte do seu vocabulário palavras como desculpe, por favor e obrigado. Ignoram por completo a necessidade de pedir licença para passar ou segurar a porta para quem vem atrás… estes são apenas alguns dos muitos exemplos que se podem observar.
Na sua obra mais recente, “O que é que os portugueses têm na cabeça”, a jornalista Marisa Moura faz um retrato contundente do povo português e demonstrativo da falta de educação do mesmo. Vale a pena ler e, se preciso for, alterar alguns dos nossos comportamentos…

domingo, 12 de abril de 2015

QUEM ME DERA SER...

Quem me dera ser perfeito, não como aqueles que pensam que o são, mas tão perfeito, tão perfeito, que até me brotassem asas de alguma daquelas borbulhas que tenho nas costas… Seria tão perfeito, mas tão perfeito, que diria a cada um sua verdade: tu és feio, tu és gordo, tu és tão bronco que até assustas os penedos,… Quem me dera ser tão perfeito que tivesse o discernimento de o não ser… em todas as ocasiões em que não se pretende a perfeição…
Quem me dera não ser tão perfeito ao ponto de gravitar a um nível tão alto que ninguém possa alcançar… Quem me dera!
Eu só quero a perfeição do comum dos mortais e não aquela que outros olhos esperam ver em mim…

sábado, 11 de abril de 2015

A LÍNGUA PORTUGUESA É MUITO TRAIÇOEIRA

A toda a hora esta nossa Língua de Camões prega-nos partidas originando confusões algumas delas bastante embaraçosas… Dizer que hoje, cá por casa, vai haver uma bimbalhada, seria motivo para toda a vizinhança ficar aterrada… É que, de acordo com o dicionário de Língua Portuguesa, bimbalhada seria o toque ou repique simultâneo de muitos sinos. Felizmente o único sino que existe cá em casa, embora de metal, tem apenas cerca de 8 cm e mal se ouve a repicar. O que realmente aconteceu foi uma demonstração do célebre robot de cozinha, a Bimby que já mora em casa de minha filha e agora começou a insinuar-se quererendo entrar na nossa cozinha. Ultimadas as compras de alguns ingredientes ainda em falta e com tudo disposto em cima do balcão da cozinha, ficámos à espera da demonstração.
Depois de instalada, a demonstradora pôs todo o pessoal a Bimbar… Aqui a confusão é ainda maior e mais embaraçosa… Segundo o dicionário, bimbar significa copular, fazer sexo. Ora isso não aconteceu de todo na nossa cozinha…
Com todos os ingredientes à mão, foi preparada uma sopa gourmet deliciosa, bacalhau com natas, gelado de morango para a sobremesa e ainda tarte de frutos variado.
E pronto, venceu a Bimby. Foi feita a aquisição. Agora só me resta tornar-me um cozinheiro de primeira.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

O PRIMEIRO DIA DE ESCOLA

Por um daqueles impulsos saudosistas incontroláveis, como é vulgar acontecer ao comum dos mortais, adquiri os livros da minha “instrução primária”. Eram assim designados os quatro primeiros anos de escolaridade. De todos esses livros, o que mais me ficou gravado na memória foi o da 1.ª classe. Como acontece na vida de qualquer criança chega sempre o dia de ir à escola pela primeira vez. É um dia de alegria para uns, de tristeza e receio para outros. À alegria de fazer novas amizades e da brincadeira no recreio, junta-se o medo de enfrentar o desconhecido… Seja ele qual for, estes sentimentos fazem do primeiro dia de escola um dia inesquecível. São imagens que ficam gravadas para sempre nas nossas memórias de infância. Recordo, embora vagamente, o meu primeiro dia de escola e devo confessar que não é de todo uma memória muito gratificante. Lembro-me de acordar mais cedo para tirar uma fotografia que ficaria para a posteridade… O cenário escolhido foi o jardim público que ficava ao lado do prédio onde morava. O fotógrafo, meu pai, mandou-me sorrir. Sorri, mas por dentro o receio do desconhecido apertava-me o estômago. Foi a vez de a minha mãe me acompanhar até ao portão da escola onde me deixou entregue à minha sorte. Como não conhecia ninguém e devido à minha peculiar timidez, não fiz amizades nem brinquei com ninguém. A campainha tocou e lá fui atrás dos outros para a sala de aula. Lembro-me perfeitamente do meu primeiro professor. Creio que se chamava António Branco e era autor de livros escolares. Era um homem um tanto distante mas de uma estrema bondade o que me permitiu afrouxar um pouco o nó que sentia na no peito e no estômago. Como primeira tarefa, mandou-nos fazer um desenho talvez com o intuito de nos ajudar a descontrair. Algumas crianças ainda choravam desde o momento que as mães as tinham deixado na escola. Eu não chorei. Há muito que tinha “aprendido” que um homem não chora e que isso era coisa de mariquinhas. Desde aí, passei a chorar por dentro já que toda a criança tem necessidade de chorar para crescer e há sempre uma criança que permanece dentro de cada um de nós…

quinta-feira, 9 de abril de 2015

REENCONTROS

Se há coisas que prezo e gosto, uma delas é reencontrar amigos que há muito tempo não via. Assim como a vida nos leva por diferentes caminhos obrigando-nos a afastamentos indesejados, também me proporcionou há dias o reencontro com uma velha e grande amiga do tempo de juventude e mais recentemente, um casal que para além de terem sido nossos vizinhos em Viseu, se tornaram grandes amigos.
É já um velho cliché dizer que a amizade não conhece distâncias nem esmorece com longas ausências. A prova-lo, está aquela sensação de mútua alegria aquando de um reencontro com amigos. A conversa flui saltaricando entre temas antigos e outros mais recentes que desconhecíamos. Os olhos regalam-se a admirar aqueles rostos algo alterados pelo passar dos anos mas sempre tão presentes na nossa memória. No fim, fica a promessa de novos encontros, promessa que muitas vezes não passa disso o que não significa um esmorecer da velha e grande amizade. Na verdade, há esse tipo de amigos que, apesar da distância ou do tempo em que não nos vemos não resta a menor sombra de dúvida de que nunca deixarão de o ser. Não importa o quanto tempo estivemos afastados mas em cada reencontro voltam aqueles momentos que, pela sua importância, ficaram registados para sempre nas nossas memórias.
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