Etiquetas

domingo, 29 de março de 2015

RAZÃO E EMOÇÃO

Na vida de qualquer indivíduo surgem sempre momentos em que é preciso tomar decisões. É normal sentir-se angustiado e indeciso, perante a necessidade de tomar uma decisão de importância vital para a vida profissional ou sentimental. Depois da escolha feita, acontece por vezes não se conseguir dizer por que razão se tomou uma atitude em detrimento de outra. Parece que a escolha foi feita ao acaso. Mas nenhuma escolha é feita por acaso. Há sempre uma razão por trás das nossas atitudes embora às vezes se teime em não a querer ver… Em qualquer circunstância, optar pela decisão mais correcta não é fácil e acaba sempre por ser influenciada pela razão ou pela emoção… Muitas vezes são as emoções que tomam conta das nossas relações fazendo-nos agir independentemente da razão o que nem sempre é sensato…
Entre a razão e a emoção vai uma distância que varia conforme a circunstância, o sexo e o ambiente em que se foi criado. Conforme prevaleça um ou outro sentimento, assim nos conduzem por caminhos opostos.
O ideal em qualquer situação será encontrar um equilíbrio estável entre razão e emoção o que nem sempre acontece.

sexta-feira, 27 de março de 2015

OS NOSSOS DIAS

São dias azuis ou dias cinzentos, dias de festa ou dias de luto, dias de alegria ou dias de tristeza, dias de riso ou dias de choro,… dias de sol ou dias de chuva mas, como diz o poeta, um dia de chuva é tão belo como um dia de sol. Ambos existem; cada um é como é. A vida é feita de todos esses dias numa mesma sequência ou intercalados. São eles que, no seu conjunto, compõem a vida de todos nós. Em cada dia, em cada momento coexistem, alegria e tristeza, riso e choro, sol e chuva e, como diz o poeta Ambos existem; cada um é como é. Cada um é que sabe o “tempo” que lhe faz na alma… A chuva está aí de volta e parece que nos esperam dias azuis que poderão ser até dias de neura, dias de luto, dias de choro mas, apesar de tudo, dias de vida…!
Há dias assim…

quinta-feira, 26 de março de 2015

DATAS QUE NOS MARCAM

Certas datas por mais que as queiramos esquecer marcam a nossa vida para sempre. Umas pela positiva, deixam-nos saudade e outras pela negativa que não nos deixam nenhuma saudade, mas que apesar de tudo ficam gravadas na nossa memória...
Terça-feira, dia 24, fomos surpreendidos com a notícia da queda do Airbus 320 que levava 150 pessoas a bordo, quando fazia a ligação entre Barcelona e Dusseldorf. Esta notícia, profusamente divulgada em todos os noticiários, deixou-nos aturdidos e quase incrédulos como foi possível tal coisa acontecer… Não é a primeira vez que somos confrontados com a notícia da queda de um avião mas, por nos tocar mais de perto, este desastre consternou profundamente a população da maioria dos países Europeus. Por já ter vivido uma experiência de perda semelhante, este desastre tocou-me particularmente…
A queda do Airbus 320 ocorreu terça-feira pelas 10h da manhã mas a data que para sempre marcará as nossas memórias vai ser o dia 25 de Março por ser um dia de perda, de grande tristeza, em que familiares e amigos irão sentir aquela sensação de vazio e desorientação que se segue a qualquer perda seja ela qual for…
Por este e por outros motivos o dia 25 de Março ficará para sempre marcado na minha memória e na daqueles que sofreram a perda de alguém que lhes era próximo…
Há dias de tristeza que ficam marcados na nossa memória por uma qualquer perda mas ficam também as recordações e… a saudade!
Há dias assim…

SÃO ASSIM OS POETAS

O poeta morreu… Viva o poeta!
O poeta morreu mas não haverá choros nem lágrimas, nem ninguém a acompanhar… porque os poetas não têm destino nem morte… Os poetas morrem tantas vezes durante a vida que se tornam imortais.
São assim os poetas, choram, riem, sofrem em silêncio… sem ninguém se aperceber...
Mais uma estrela se apagou no firmamento da poesia… mas os poetas não morrem, perduram na mensagem dos seus versos e enquanto houver poetas a poesia sobrevive para além do tempo e de quem a criou.
O poeta morreu… Viva o poeta!

quarta-feira, 25 de março de 2015

A MORTE DO POETA

Realiza-se hoje o funeral do poeta Herberto Hélder. Tal como viveu, assim serão as cerimónias da despedida, discretas e envoltas em secretismo.
Não são conhecidas as causas da morte, a morte tão presente nos últimos poemas contidos na obra – “A morte sem mestre”. Talvez as causas nunca venham a ser conhecidas do grande público… Eu sei amigo, ou penso que sei, só não sei porque partiste sem ao menos te despedires… São assim os poetas, os verdadeiros, vivem em silêncio e partem sem se despedir…
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...