Não é
a primeira vez que me acontece uma destas epifanias que me fazem perspectivar a
vida, factos e acontecimentos de um ângulo totalmente inesperado. Uma notícia divulgada
ontem no noticiário da RTP (Ler aqui) sobre a condenação de um homem (mais um) que
matou a mulher à facada, fez-me reflectir sobre os motivos que possam
justificar um acto destes. Sempre me custou compreender o sentimento que leva um homem (ou mulher) a matar o
companheiro que decidiu terminar a relação. Justificar com o ciúme um ato de
violência que só pode ser fruto de uma qualquer patologia mental, é confundir ciúme
com o que não passa de um
puro sentimento de rejeição. Quem nunca experimentou em alguma ocasião este
sentimento? E não se pense que o sentimento de rejeição se aplica apenas aos
relacionamentos amorosos… Quem nunca se sentiu preterido (ou traído) devido a
um sorriso, a um olhar, a uma conversa mais animada,… Não é nada agradável ser posto de lado pelos amigos relativamente a um
programa ou ser excluído de uma conversa embora isso aconteça a toda a gente e
não raras vezes ao longo da vida. É ponto
assente que ninguém gosta de ser
rejeitado embora se consiga de uma maneira ou de outra, gerir este sentimento.
Contudo há pessoas que têm maior dificuldade em lidar com o sentimento de
rejeição e consequentemente daí resultam as depressões e estados patológicos de
ansiedade. Ser rejeitado faz com que não se sinta amado, é
ser posto de lado, é ser descriminado o que constitui motivo de humilhação
perante a sociedade. Basicamente
é este o principal motivo que leva indivíduos com mentes mais
fragilizadas ou doentias a cometer estes homicídios.
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
OS ESPELHOS DA ALMA
Não é por acaso que se diz que os olhos são o espelho da alma. Na verdade
eles podem dizer muito sobre o que uma pessoa é ou o que está a pensar. Para
isso, basta saber “ler” e interpretar os sinais que neles se reflectem… Quase
sempre, eles conseguem mostrar o que nos vai na alma por mais que se tente esconder…
É comum ouvir dizer que quando alguém não olha directamente
nos nossos olhos é porque está a tentar esconder ou dissimular alguma coisa. Através
de um simples olhar, é possível comunicar toda a tristeza ou a alegria que nos
vai na alma.
Ultimamente o meu “espelho” anda um
pouco embaciado devido aos frequentes derrames. Imagino que não deve ser muito
agradável olhar-me nos olhos. Por outro lado, o envelhecimento do cristalino
diminui a minha acuidade visual o que em parte já foi remediado com a cirurgia
ao olho esquerdo. Estava previsto ser operado esta semana ao olho direito mas a
cirurgia vai ter que ser adiada devido ao maldito derrame. Não será ainda este
mês que vou voltar a ter o “espelho da alma” limpo e a reflectir o que me vai
na alma. Para isso, bastará olhar-me nos olhos…
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
CHORAR SÓ PORQUE SIM...
Não
sei se é do tempo, se é da chuva, se é de mim ou porque sim… há dias em que
apetece chorar ao som das gotas de chuva que escorrem pela vidraça… Há dias em que apetece chorar e nem é preciso um motivo, real ou
aparente. Chorar só por chorar, sem ser de tristeza nem de alegria, chorar só
porque sim…
Todos
temos dias bons, dias maus e dias assim, assim... dias que não desejávamos ter. Dias de más
notícias, dias de clarividência em que a verdade dói, dias em que a saudade aperta,
dias para esquecer mas que a memória não cansa de lembrar…
Há
dias em que, sem qualquer motivo, apetece chorar… porque a alma pede, porque o
tempo ajuda… porque sim.
Há
dias assim.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
HOJE ACORDEI ASSIM...
Hoje
acordei assim, triste. Ainda nada tinha
acontecido que justificasse tal tristeza...! Nada de confundir tristeza com
depressão… A tristeza é uma emoção que pode ter
inúmeras causas diferentes. Pode-se ficar triste por estar desapontado com alguém, com alguma coisa ou consigo
mesmo… Também é verdade que se pode ficar triste sem qualquer
motivo. Quem nunca ficou triste sem uma razão aparente?… As razões têm a
singular mania de se camuflarem…! No meu caso, pode até não ser a razão principal,
mas a contingência de não poder ser operado devido a um derrame que me apareceu
no olho pode ser uma boa razão…
Há
dias em que não se está para grandes euforias, o que não implica a obrigação de
disfarçar a tristeza recorrendo a anti depressivos ou aceitando convites para
situações ou eventos que nada têm a ver connosco.
Há
dias em que a única coisa que queremos, é que nos deixem em paz, até que a tristeza
passe e ela acaba sempre por passar… até que venha a próxima.
Há
dias assim.
domingo, 11 de janeiro de 2015
TARDE DE SOL À BEIRA MAR
É já um lugar-comum
dizer-se que 2015 começou frio, um frio que se mantém desde algumas semanas.
Valha-nos ao menos o sol que sempre aparece embora hoje tenha chegado um pouco
mais tarde. Ainda assim, deu para aquecer um pouco os corpos enregelados.
Diz-se que o frio varia conforme a roupa. Eu duvido. Penso que o frio é igual
para todos… Os dias é que não são todos iguais. Há dias em que o frio se faz sentir
mais frio, mais fino, mais cortante… aquele género de frio que para além do
corpo, trespassa a própria alma… Num dia assim, apetece “assentar arraiais” numa
esplanada à beira mar com um chá bem quente por companhia. Ficar até que o sol inicie
o seu lento mergulho num mar cinzento e um vento frio comece a cirandar por
entre as mesas. Era um vento estranho, vindo de não sei onde mas que me gelava
o corpo que o sol da tarde aqueceu… Não sei se o frio estava cá dentro, se foi
o vento a soprar que o trouxe de tão longe ou de um outro lugar.
Há
dias em que o vento sopra mais frio e o frio é mais penetrante…
Há
dias assim!
sábado, 10 de janeiro de 2015
ÀS VEZES UMA FRASE DIZ TUDO...
Há
dias em que a gente se empenha em traduzir por palavras uma qualquer ideia e,
por mais que a gente se esforce, acaba sempre com um longo e fastidioso texto
onde não cabe integralmente a nossa ideia. Vem isto a propósito da minha última
publicação (Ler aqui). De repente, surgiu-me uma simples frase que afinal diz
tudo aquilo que estava guardado cá dentro…
Um dia a gente cresce e o mundo fica
tão pequenino…
Há dias assim...
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