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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

SENTIMENTO DE REJEIÇÃO

Não é a primeira vez que me acontece uma destas epifanias que me fazem perspectivar a vida, factos e acontecimentos de um ângulo totalmente inesperado. Uma notícia divulgada ontem no noticiário da RTP (Ler aqui) sobre a condenação de um homem (mais um) que matou a mulher à facada, fez-me reflectir sobre os motivos que possam justificar um acto destes. Sempre me custou compreender o sentimento que leva um homem (ou mulher) a matar o companheiro que decidiu terminar a relação. Justificar com o ciúme um ato de violência que só pode ser fruto de uma qualquer patologia mental, é confundir ciúme com o que não passa de um puro sentimento de rejeição. Quem nunca experimentou em alguma ocasião este sentimento? E não se pense que o sentimento de rejeição se aplica apenas aos relacionamentos amorosos… Quem nunca se sentiu preterido (ou traído) devido a um sorriso, a um olhar, a uma conversa mais animada,… Não é nada agradável ser posto de lado pelos amigos relativamente a um programa ou ser excluído de uma conversa embora isso aconteça a toda a gente e não raras vezes ao longo da vida. É ponto assente que ninguém gosta de ser rejeitado embora se consiga de uma maneira ou de outra, gerir este sentimento. Contudo há pessoas que têm maior dificuldade em lidar com o sentimento de rejeição e consequentemente daí resultam as depressões e estados patológicos de ansiedade. Ser rejeitado faz com que não se sinta amado, é ser posto de lado, é ser descriminado o que constitui motivo de humilhação perante a sociedade. Basicamente é este o principal motivo que leva indivíduos com mentes mais fragilizadas ou doentias a cometer estes homicídios.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

OS ESPELHOS DA ALMA

Não é por acaso que se diz que os olhos são o espelho da alma. Na verdade eles podem dizer muito sobre o que uma pessoa é ou o que está a pensar. Para isso, basta saber “ler” e interpretar os sinais que neles se reflectem… Quase sempre, eles conseguem mostrar o que nos vai na alma por mais que se tente esconder… É comum ouvir dizer que quando alguém não olha directamente nos nossos olhos é porque está a tentar esconder ou dissimular alguma coisa. Através de um simples olhar, é possível comunicar toda a tristeza ou a alegria que nos vai na alma.
Ultimamente o meu “espelho” anda um pouco embaciado devido aos frequentes derrames. Imagino que não deve ser muito agradável olhar-me nos olhos. Por outro lado, o envelhecimento do cristalino diminui a minha acuidade visual o que em parte já foi remediado com a cirurgia ao olho esquerdo. Estava previsto ser operado esta semana ao olho direito mas a cirurgia vai ter que ser adiada devido ao maldito derrame. Não será ainda este mês que vou voltar a ter o “espelho da alma” limpo e a reflectir o que me vai na alma. Para isso, bastará olhar-me nos olhos…

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

CHORAR SÓ PORQUE SIM...

Não sei se é do tempo, se é da chuva, se é de mim ou porque sim… há dias em que apetece chorar ao som das gotas de chuva que escorrem pela vidraça… Há dias em que apetece chorar e nem é preciso um motivo, real ou aparente. Chorar só por chorar, sem ser de tristeza nem de alegria, chorar só porque sim…
Todos temos dias bons, dias maus e dias assim, assim... dias que não desejávamos ter. Dias de más notícias, dias de clarividência em que a verdade dói, dias em que a saudade aperta, dias para esquecer mas que a memória não cansa de lembrar…
Há dias em que, sem qualquer motivo, apetece chorar… porque a alma pede, porque o tempo ajuda… porque sim.
Há dias assim.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

HOJE ACORDEI ASSIM...

Hoje acordei assim, triste. Ainda nada tinha acontecido que justificasse tal tristeza...! Nada de confundir tristeza com depressão… A tristeza é uma emoção que pode ter inúmeras causas diferentes. Pode-se ficar triste por estar desapontado com alguém, com alguma coisa ou consigo mesmo… Também é verdade que se pode ficar triste sem qualquer motivo. Quem nunca ficou triste sem uma razão aparente?… As razões têm a singular mania de se camuflarem…! No meu caso, pode até não ser a razão principal, mas a contingência de não poder ser operado devido a um derrame que me apareceu no olho pode ser uma boa razão…
Há dias em que não se está para grandes euforias, o que não implica a obrigação de disfarçar a tristeza recorrendo a anti depressivos ou aceitando convites para situações ou eventos que nada têm a ver connosco.
Há dias em que a única coisa que queremos, é que nos deixem em paz, até que a tristeza passe e ela acaba sempre por passar… até que venha a próxima.
Há dias assim.

domingo, 11 de janeiro de 2015

TARDE DE SOL À BEIRA MAR

É já um lugar-comum dizer-se que 2015 começou frio, um frio que se mantém desde algumas semanas. Valha-nos ao menos o sol que sempre aparece embora hoje tenha chegado um pouco mais tarde. Ainda assim, deu para aquecer um pouco os corpos enregelados. Diz-se que o frio varia conforme a roupa. Eu duvido. Penso que o frio é igual para todos… Os dias é que não são todos iguais. Há dias em que o frio se faz sentir mais frio, mais fino, mais cortante… aquele género de frio que para além do corpo, trespassa a própria alma… Num dia assim, apetece “assentar arraiais” numa esplanada à beira mar com um chá bem quente por companhia. Ficar até que o sol inicie o seu lento mergulho num mar cinzento e um vento frio comece a cirandar por entre as mesas. Era um vento estranho, vindo de não sei onde mas que me gelava o corpo que o sol da tarde aqueceu… Não sei se o frio estava cá dentro, se foi o vento a soprar que o trouxe de tão longe ou de um outro lugar.
Há dias em que o vento sopra mais frio e o frio é mais penetrante…
Há dias assim!

sábado, 10 de janeiro de 2015

ÀS VEZES UMA FRASE DIZ TUDO...

Há dias em que a gente se empenha em traduzir por palavras uma qualquer ideia e, por mais que a gente se esforce, acaba sempre com um longo e fastidioso texto onde não cabe integralmente a nossa ideia. Vem isto a propósito da minha última publicação (Ler aqui). De repente, surgiu-me uma simples frase que afinal diz tudo aquilo que estava guardado cá dentro…
Um dia a gente cresce e o mundo fica tão pequenino…
Há dias assim...
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