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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

FELIZ NATAL

A todos os amigos, reais e virtuais, desejo um Santo Natal na companhia dos que vos são mais queridos.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

A "ÁRVORE" E OS PRECONCEITOS

A propósito da árvore de Natal lembrei-me de uma notícia sobre a exposição de uma escultura de Paul McCarthy na Praça Vendôme, em Paris. Esta escultura valeu ao seu autor um par de bofetadas (na verdade foram três) aplicadas por um transeunte aquando da sua montagem. Embora lhe fosse atribuída a designação de “Tree” e pretenda representar precisamente uma árvore, a escultura faz lembrar a muitos franceses nada mais, nada menos que um “brinquedo sexual”, daí a grande controvérsia gerada à sua volta. Esta escultura se assim se lhe pode chamar, acabou por ser vandalizada. Tratando-se de uma peça insuflável sustentada por cabos, quando estes foram cortados deixaram por terra a dita escultura…
Sendo Paris a Cidade Luz, assim chamada por ter atraído ao longo dos séculos as mentes mais iluminadas das diferentes vertentes das artes, não deixa de se estranhar esta atitude perante a “árvore” do senhor Paul McCarthy, atitude só explicável através de mentes preconceituosas.
Afinal, mesmo aqueles que se consideram não preconceituosos, se mergulharem bem fundo no seu íntimo, talvez encontrem vestígios desse veneno em relação a atitudes, formas de estar, de vestir, raças, religião,…

sábado, 20 de dezembro de 2014

É AZAR, POUCA SORTE OU BRUXARIA?!

Não sei se é azar, pouca sorte ou bruxaria mas tudo que tem que avariar nesta casa é precisamente ao sábado que avaria apesar de a semana ter 7 dias… Até agora era o frigorífico que se cansava de refrigerar e decidia fazer uma pausa prolongada ao sábado com a consequente estragação dos alimentos que lá conservávamos. Depois da caldeira, máquina de lavar roupa,… hoje foi a vez do carro que resolveu enviar uma mensagem a exigir uma revisão urgente ao motor. Só pode ser muito azar, pouca sorte ou bruxaria porque para coincidência segundo a lei das probabilidades, é altamente improvável…! Ainda estou indeciso entre levar o carro à oficina ou a uma bruxa de confiança… Como o carro vai ficar a repousar na garagem até segunda-feira, vou ter tempo mais que suficiente para fazer a melhor opção. Estou cá desconfiado que o malandro queria descanso por isso avariou…

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A LOUCURA DAS COMPRAS DE NATAL

Só ontem me apercebi da loucura que se apossou de grande parte da população desta Invicta cidade habitualmente tão calma que chega a parecer uma qualquer cidadezinha dos subúrbios… Talvez porque tive necessidade de ir ao Mar Shopping a meio da tarde depositar uns monos no ponto electrão e fazer algumas compras de artigos de consumo é que me apercebi que já nesta altura anda tudo louco com as compras de Natal. Há já algum tempo que observo a profusão de ideias para centros de mesa, árvores, enfeites, presentes… que grassa na blogosfera mas não fazia ideia da loucura que ia pelos shoppings da cidade e arredores. Devo dizer que ainda não fiz qualquer compra de Natal como já vem sendo hábito desde que os filhos se tornaram adultos. Não sou apologista da tradicional troca de presentes, na sua maioria perfeitamente inúteis, só porque é suposto oferecerem-se nesta quadra. Abro uma excepção para as crianças. As prendas devem ser para elas à imagem do que aconteceu com o Menino Jesus. Que me conste, ninguém ofereceu prendas a José ou a Maria…
No regresso a casa, fui obrigado a engrossar uma fila de trânsito que se dirigia ao Norte Shopping só porque esse percurso é o mesmo que em parte percorro até casa.
O que mais me surpreende é ver a quantidade de prendas que se compram numa altura de crise como esta que vivemos.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

ÁS VEZES GOSTO DE FICAR SÓ

Na sequência do meu poste anterior torna-se oportuno esclarecer por que às vezes gosto de ficar só no meu cantinho a pensar ou então, conduzir e a ouvir música no carro, sentar num sofá a ler um bom livro ou numa esplanada junto ao mar a pretexto de um café,… Ainda que o facto de estar sozinho não me leve a lado nenhum, estou seguro do bem que me fazem os longos diálogos que travo comigo mesmo. Nestes diálogos, ora me insulto por certas atitudes que tomei, ora me incentivo a tomar determinadas decisões… Noutras ocasiões colaboro até com ideias que me permitem chegar a conclusões através da análise de factos que me incomodam ou que de algum modo me impressionaram,… Estes diálogos interiores, recuso-me a chamar-lhe monólogos, ajudam-me a afastar preconceitos e alterar juízos de valor sobre pessoas, factos e atitudes de modo a minimizar ou mesmo eliminar a dor que me provocam.
Todas as pessoas deviam ficar sozinhas de vez em quando de modo a terem a possibilidade de estabelecer estes diálogos. É extremamente útil uma reflexão sobre tudo que nos rodeia de modo a ajustar as ideias à sua real dimensão e ao lugar que lhes cabe na nossa vida. Às vezes não chega ser perdoado pelos outros, é mais importante saber perdoar-se a si mesmo.
Se é verdade que às vezes gosto de ficar sozinho, quando vejo casais a passear de mãos dadas, mães a passear os seus filhos, dois amigos que conversam e riem, chego à conclusão de que embora goste de ficar sozinho, não gosto de estar só…!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

SENTADO A SÓS... COMIGO

Estou sentado sozinho comigo no meu quarto. Estou sentado mas não estou sozinho. Estou sentado comigo no meu quarto… Olho as nuvens no céu através do quadrado da janela onde, de quando em vez, um avião passa no seu percurso a caminho do aeroporto. Talvez, naquele avião, vá alguém sentado consigo próprio, alguém que não vai sozinho…
Estou aqui sentado somente a desfrutar da minha companhia, em silêncio, muito quieto não vá quebrar-se esta paz aparente. Tem dias em que até sou óptima companhia, bom ouvinte e excelente comunicador… Tem dias. E hoje é um desses dias por isso estou aqui sentado a sós… comigo. Escuto-me com atenção o que não significa que aceito todas as explicações que tento fazer-me entender… Repreendo-me com palavras que quase raiam o insulto e tento justificar o que não tem justificação. Prometo-me alterar comportamentos, reprimir emoções embora o Eu duvide que o vá conseguir… Afinal estamos em plena quadra natalícia…!
Continuo ali sentado em silêncio, sozinho comigo no meu quarto, olhando através do quadrado da janela. No céu já não há nuvens, apenas um céu azul dum tom azul deslavado. De quando em vez, ainda passam aviões onde talvez vá alguém sentado a sós consigo próprio…
Não faço a mínima ideia há quanto tempo estou aqui sentado… sozinho, comigo ao lado.
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