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sábado, 13 de dezembro de 2014

A MINHA ÁRVORE DE NATAL

A minha árvore de Natal não é a mais bonita como é comum dizer-se aqui pelos blog’s e redes sociais. Também não é a maior nem tem outra característica que a faça diferente de tantas outras que para aí há… Mas é a minha/nossa árvore de Natal armada pela família segundo a tradição a partir do dia 30 de novembro e terminada antes do dia 17 de Dezembro. A família só errou, por desconhecimento (não leem o meu blog), em acabar de a montar antes do dia 17 conforme manda a tradição… Este ano nem teve a preciosa colaboração do Miguel mas ele sabe que ela existe em sua homenagem. A Rita ainda é muito pequenina e ainda não se deixa entusiasmar por estes “enfeites” natalícios.
É assim a minha árvore, mais pequena menos vistosa do que a árvore de anos anteriores. Quisera que cada ramo desta árvore representasse cada um daqueles que moram no meu coração…

Quisera, Senhor, neste Natal
Armar uma árvore dentro do meu coração
E nela pendurar, em vez de presentes,
Os nomes de todos os meus amigos!
Os amigos de longe e de perto, os antigos e os recentes.
Os que vejo cada dia e os que raramente encontro.
Os sempre lembrados e os que, às vezes, ficam esquecidos.
Os constantes e os intermitentes.
Os das horas difíceis e os das horas alegres.
Os que, sem querer, eu magoei ou, sem querer, me magoaram.
Aqueles a quem conheço profundamente
E aqueles de quem não me são conhecidas a não ser as aparências.
Os que pouco me devem e aqueles a quem muito devo.
Meus amigos jovens e meus amigos velhinhos.
Meus amigos homens feitos e as crianças, minhas amiguinhas.
Meus amigos humildes e meus amigos importantes.
Os nomes de todos os que já passaram pela minha vida.
Aqueles a quem eu conheço sem me conhecerem
E aqueles que me conhecem sem eu os conhecerem.
Que me admiram e me estimam sem eu saber,
Que eu estimo e admiro sem lhes dar a entender.
Uma árvore de raízes muito profundas,
Para que os seus nomes nunca mais sejam arrancados do meu coração.
De ramos muito extensos
Para que novos nomes, vindos de todas as partes,
Venham juntar-se aos existentes.
De sombra muito agradável
Para que nossa amizade seja um momento
De repouso no meio das lutas da vida.

Minha árvore de Natal (Padre João Batista Megale)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

UM MINUTO DE FAMA

Numa sociedade fria e calculista como é a actual, onde os valores morais estão omissos ou totalmente subvertidos surpreende-me que indivíduos perfeitamente anónimos se esforcem por causas humanitárias como envidar esforços para libertar da prisão figuras públicas que mal conhecem. A minha experiência de vida provavelmente fez-me tão céptico que não consigo acreditar no altruísmo destes gestos. Desconfio que esta atitude tem por base a mera tentativa de alcançar um minuto de fama. Apesar do meu ceticismo ainda me consigo surpreender com o que o comum dos mortais é capaz de fazer para sair do anonimato, para alcançar o seu minuto de fama… É claro que existem formas mais radicais de o conseguir, como morrer de forma violenta com o inconveniente de o indivíduo não ter o prazer de gozar o seu minuto de fama… Mas teria seguramente a sua fotografia nos jornais e noticiários da TV o que provavelmente jamais conseguiria estando vivo… Ou então, podia matar alguém. Nesta hipótese, o inconveniente é o de vir a ser preso. Mas também deste modo conseguiria a divulgação da sua foto nos jornais e até, quem sabe, aparecer nos noticiários e em entrevista na TV. Além destes, existem outros meios menos radicais mas talvez mais trabalhosos para atingir o tal minuto de fama, por exemplo, escrever um livro, cantar uma canção que talvez venha a ter sucesso, roubar ou desviar uma quantia choruda, deixar-se subornar, … ou cometer qualquer uma outra excentricidade (ver a foto)…

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O SEU A SEU DONO...

Em pleno período do advento é comum ouvirem-se as tradicionais canções de Natal em todos os espaços públicos como centros comerciais e ruas das cidades e vilas de todo o mundo cristão. Uma das mais antiguinhas mas ainda muito ouvida é o ADESTE FIDELIS (ouça aqui) também conhecido por "Hino de Natal Português". O que muita gente não sabe é que este hino foi escrito pelo rei D. João IV de Portugal. Este rei muitas vezes denominado como “O rei músico” foi um mecenas tanto da música como das artes não sendo de estranhar ter composto vários hinos além de possuir uma das maiores bibliotecas do mundo. Embora a autoria do hino Adeste Fidelis seja muitas vezes atribuída John F. Wade, existem manuscritos desta obra datados de 1640, encontrados no palácio de Vila Viçosa enquanto que o manuscrito de John Wade data de 1743. É provável que John Wade tenha traduzido a obra do nosso rei D. João IV sem mencionar a sua autoria sendo-lhe por isso atribuída… Há sempre quem se aproveite do trabalho dos outros.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

A REFORMA É UMA TRETA

Se está a pensar pedir ou já pediu a reforma  achando que a partir desse momento vai poder ocupar o seu tempo com coisas que até hoje não tinha disponibilidade mas que sempre sonhou fazer, desengane-se. Nada disso vai acontecer. A partir do momento em que se reforma, passa a estar disponível para “apagar fogos” de toda a família. Todos contam consigo para dar uma ajudinha nas situações difíceis ou simplesmente para fazer companhia. Pode optar por ficar em casa na esperança de gozar de algum sossego mas também aí o esperam mil e uma tarefas que a família deixa por fazer, afinal você até tem mais tempo e disponibilidade… Começa então a recolha da roupa que ficou espalhada pelo chão e seu transporte para a lavandaria a fim de ser lavada. Enquanto circula pela casa vai recolhendo copos, pratinhos pratinhos e chávenas que ficaram esquecidos nos sítios mais improváveis. Como acontece quase sempre a máquina de lavar louça está completa, há que pô-la a lavar. Enquanto a máquina trabalha, aproveita para fazer a cama… Entretanto a máquina parou e é preciso arrumar toda aquela louça para meter a que ficou à espera de vez dentro da pia… Entretanto, o telefone toca o que o põe em sobressalto. Será que aconteceu algo de grave a algum familiar? Suspiro de alívio, afinal era só uma call-center a tentar angariar mais um cliente para uma operadora de telecomunicações… Como há várias operadoras, seguem-se outros tantos telefonemas ao longo do dia. Aproveitando uma pausa nas tarefas domésticas, dá uma espreitadela ao facebook para dar alguns likes… E com tudo isto a manhã passou. Caso seja um razoável cozinheiro, ainda o espera a tarefa de confeccionar o almoço… no meu caso, ainda me resta ir ao take away mais próximo.
Está a pensar que realizadas todas estas tarefas o espera uma tarde calma, volto a dizer, desengane-se. Agora está disponível para “apagar fogos” dos familiares além daquelas tarefas burocráticas que fazem parte do dia a dia de qualquer família de uma eventual visita a um supermercado…
Se ainda não pediu a reforma, deixe-se estar. Acredite que vai ter mais tempo disponível só para si. Não passa pela cabeça de ninguém solicitar-lhe seja o que for já que, durante o dia, está a trabalhar e quando chega a casa partem do princípio que se encontra tão cansado que ninguém tem a coragem de incumbi-lo de qualquer tarefa.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

LÁ, EU SOU APENAS EU

Quando me perguntam quantas vezes vou ao ginásio por semana e a minha resposta é, todos os dias excepto sábados e domingos, não é raro surpreender o espanto no rosto do meu interlocutor. Perante esta estranheza respondo invariavelmente com aquele velho e estafado chavão: vou para conservar a saúde física e principalmente a mental. Geralmente, a conversa fica por aqui embora esteja consciente de que muito mais haveria para dizer. No entanto, explicar as verdadeiras razões que me levam ao ginásio tantos dias seria extremamente fastidioso para quem me escuta e algo difícil para mim. Além dos motivos de saúde, o que também me atrai naquele espaço é o anonimato que se usufrui. Lá, eu sou apenas mais um utente em T-shirt, calções e sapatilhas o que, por si só, em nada ou em muito pouco me diferenciam dos demais utentes. Ali quase ninguém me conhece salvo algumas (muito poucas) pessoas com quem converso quando as encontro quer no vestiário, banho turco ou sauna. Obviamente haverá ali quem goste de mim apenas por aquilo que sou, despido de roupas, títulos e status e se preocupe quando me ausento por motivos de saúde. Do mesmo modo, também deve haver quem não goste sabe-se lá por que motivo e, seja ele qual for também não me preocupa descobrir.
Ali, naquele espaço, cada um é como é, sem estatutos sociais, sem preconceitos mas todos com um objectivo comum, manter a saúde física… e mental.

domingo, 7 de dezembro de 2014

50 000 VISITAS

E assim, de repente, venho aqui e... surpresa! O blog atingiu as 50 000 visitas! Pois é, o tempo passa e em pouco mais de dois anos, já passaram por aqui 50.000 visitantes…!
A todos, os Amigos, seguidores e visitantes fortuitos, o meu Muito Obrigado.
Entre as cerca de 1000 mensagens publicadas, aqui deixei alguns dos meus pensamentos, sugestões, poemas, adivinhas… e outras coisas minhas…
Que de tudo quanto foi publicado tenham tirado proveito de alguma forma, será para mim muito gratificante e só por isso valeu a pena manter este blog. Sem falsa modéstia, muito me orgulho de ter um número considerável de leitores em países tais como Estados Unidos, Brasil, China, Rússia, Polónia, Alemanha e, em menor número em muitos outros.
Obrigado a todos.
Enquanto “sentir” o calor da vossa presença, por aqui continuarei a pensar, a sugerir, a poetar… 
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