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domingo, 30 de novembro de 2014

RESISTÊNCIA À MUDANÇA

A resistência à mudança tem como origem o medo que as pessoas têm da própria mudança. Adoramos permanecer na nossa zona de conforto e de certo modo, rejeitamos novas experiências ou alterações ao ambiente que nos cerca. No entanto, inexoravelmente tudo muda à nossa volta e ao longo da nossa vida.
Aquando do centenário da estreia do balet “A Sagração da Primavera” de Igor Stravinsky a 29 de maio de 1913 no Théâtre des Champs-Élysées as reacções não foram de todo pacíficas. Devido às características inovadoras feriu o sentido estético da época de tal forma que a plateia a brindou com vaias do princípio ao fim…
Actualmente, esta obra musical é reconhecida e admirada como um símbolo da musicalidade erudita. É assim que, muitas vezes, as propostas de mudança são recebidas e se perdem importantes passos rumo ao progresso da humanidade…

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O MOMENTO CERTO

Faz-me pena ver alguém insistir e permanecer na ribalta quando as suas capacidades físicas e mentais já se encontram em franco declínio. Isto é tanto mais doloroso quanto mais brilhante foi a carreira e o protagonismo do actor. Mais tarde ou mais cedo, salvo raríssimas excepções, há sempre um momento certo para qualquer actor se retirar de cena… isso acontece quando já terminou a representação do papel que lhe foi destinado para dar lugar à entrada de outros figurantes e outras “falas”… Assim também na vida pessoal e pública existe esse momento, o momento certo para se retirar deixando uma boa recordação do nosso desempenho. Retirar-se no momento certo não é um sinal de fraqueza mas sim de inteligência e discernimento. É fundamental que alguém apoie e incentive esta decisão já que nem todas as pessoas têm consciência de que o seu tempo já passou e o papel que desempenharam terminou há muito…
"É melhor retirar-se e deixar uma bonita lembrança, do que insistir e virar um verdadeiro incômodo.” (Scarlett Smith)

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

VER COM OUTROS OLHOS

Agora dou por mim a comparar o que vejo com cada um dos meus olhos. É o que se pode dizer literalmente, ver a vida com outros olhos porque tenho o raro privilégio de poder comparar o que vejo com um olho que sofreu uma intervenção cirúrgica (olho jovem) com o que vê um olho aos 66 anos… Com o olho jovem, as cores adquirem tonalidades mais fortes enquanto a paisagem se vê com um tom levemente amarelado e pouco nítido com o olho mais velho. Modos diferentes de ver… É a prova de que é possível ver a mesmíssima coisa, a mesma paisagem, os mesmos factos de várias maneiras diferentes dependendo dos olhos com que se vê. Perante os acontecimentos recentes no nosso país, a interpretação dos factos depende muito se olhámos com olhos que mostram já alguns sinais de senilidade ou com olhos “esvaziados” da opacidade do preconceito, do interesse camuflado, de partidarismos…
Olhar o mundo com outros olhos permite agir de um modo mais tolerante, sem fundamentalismos. Anda aí muita gente a precisar de uma cirurgia às cataratas da alma, aquelas que ninguém vê… mas que afinal deturpam a visão das coisas e da humanidade…

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

NADA É PERMANENTE

Num mundo em constante e rápida mudança, é impensável acreditar que podemos permanecer imutáveis ao longo das nossas vidas. A mudança impõe-se como uma necessidade de adaptação às transformações que ocorrem à nossa volta sejam elas de natureza climática, política, social,… A cada dia que passa vivemos novas experiências que provocam alterações, mais ou menos profundas, quer ao nível fisiológico quer da própria personalidade… No entanto o ser humano manifesta uma normal resistência à mudança pela ansiedade que lhe provoca o medo do desconhecido, de tudo que é diferente, de novos ambientes, …
No entanto, “nada é permanente, excepto a mudança”.
Esta frase, atribuída a Heráclito (sábio grego da antiguidade), traduz de forma insofismável a própria realidade. Quer a gente queira quer não, as coisas mudam, nós próprios mudámos…

terça-feira, 25 de novembro de 2014

ORGANIZAÇÃO DO FRIGORÍFICO

A necessidade de desocupar o frigorífico tendo em vista detectar a avaria alertou-me para a falta de racionalidade como, de um modo geral, fazemos uso deste eletrodoméstico. Pelo menos cá em casa, há dias em que se instala o caos no que respeita à arrumação sendo os alimentos enfiados nos raros espaços vazios sem qualquer critério quanto ao grau de refrigeração ou ao modo de acondicionamento. Esta prática é desaconselhada porque, se não existir algum espaço entre os diferentes alimentos, a circulação do ar frio fica comprometida o que prejudica a distribuição do frio. Isto acontece porque muitas vezes enchemos o frigorífico com alimentos que não precisam de ser conservados no frio e que em alguns casos até perdem qualidades. É o caso das frutas, tomate, feijão, pepino e abóboras. O pão também o pão se deteriora mais rapidamente no frigorífico.
Com a minha mania da organização, procurei informação relativa à organização e distribuição dos alimentos no interior do frigorífico. Na execução desta tarefa, convém não esquecer que a zona mais fria é a prateleira do fundo, por cima das gavetas dos vegetais. Essa prateleira devia ser reservada para guardar sopa, carne, peixe e restos de refeições cozinhados. Assim sendo, na prateleira superior, devemos guardar os queijos, charcutaria, manteigas e compotas.
As prateleiras do meio destinam-se a iogurtes, ovos (se não existir local apropriado na porta), restos de refeições e outros alimentos que se estraguem com facilidade.
Quanto às gavetas, sugiro que se reserve uma para legumes e a outra para fruta madura já que a “verde” deve ser deixada à temperatura ambiente para amadurecer.
Na porta, de cima para baixo, poderão ser guardados frascos de compotas, condimentos, ovos se existir local próprio e por fim o leite, água, cerveja e vinho.
É frequente utilizar caixas de plástico opaco para guardar restos de refeições. O facto de não se visionar o conteúdo, faz com que esses restos fiquem esquecidos no interior do frigorífico acabando por se estragar o que só contribui para além de ocuparem espaço, consumir energia inutilmente. Defendo a utilização de caixas de plástico (ou vidro) transparente de forma que se possa ver o conteúdo. Manias da arrumação, reconheço que, além de facilitarem a vida, contribuem também para a economia doméstica.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

PEQUENO DRAMA (ELÉCTRO) DOMÉSTICO

Convivemos no nosso quotidiano com imensa tecnologia que de certo modo torna a nossa existência mais agradável e nos facilitam a realização de várias tarefas. De tal modo nos habituamos à sua presença que só nos apercebemos da nossa dependência quando nos falta alguma dessas tecnologias. Com efeito, fala-se muito na dependência de drogas, cigarros, bebida, … mas muito pouco da dependência tecnológica. Somos dependentes em maior ou menor grau, de diferentes electrodomésticos que nos permitem, conservar os alimentos, cozinhar, realizar a higiene pessoal e doméstica, comunicar e até mesmo divertir… Já para não falar da energia eléctrica que quando falha faz colapsar toda esta parafernália de equipamentos electrónicos. De regresso a casa depois de um almoço em Esposende, deparar com o frigorífico avariado era algo que não ousava imaginar nem nos meus piores pesadelos… Confrontados com a dramática realidade, deu-se início à árdua tarefa de retirar toda aquela “tralha” constituída por restos e restinhos que se vão acumulando no interior do frigorífico a par de outros alimentos que consumimos diariamente como o queijo, leite, manteiga, iogurtes, etc. Tratando-se de um combinado cuja arca frigorífica se encontra atafulhada de congelados, o prejuízo podia ter assumido proporções bem mais dramáticas se também ela tivesse avariado. Felizmente só a secção do frigorífico deixou de funcionar. Ufff… Para cúmulo do azar, o raio da avaria havia de acontecer a um sábado! Por isso, só segunda-feira foi possível contactar um técnico para avaliar a gravidade da avaria. Digam-me lá se Portugal precisa de tantos doutores! Não seria melhor investir na formação de técnicos?
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