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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

NÃO SE PODE SABER TUDO...

Amanhã vou nem sei bem onde nem porquê… Dizem os entendidos que é preciso. Eu não sei. Há montes de coisas que não sei e já não me incomoda o facto de as não saber. Não se pode saber tudo detalhadamente. É possível saber de tudo um pouco mas impossível aprofundar de forma a dominar todos os assuntos.
Desconheço em pormenor o que vai acontecer não por falta de informação mas porque (cobardemente) preferi não saber. Assim penso que será mais fácil... Penso!
Amanhã vou e nem sei bem por que vou. Dizem os entendidos que é preciso, ficarei a ver melhor, eu que até consigo ver no escuro e muitas vezes, o que vai na alma de muita gente… Mas se ficar a ver melhor, o que será que vou descobrir no escuro? Em pequeno, tinha medo do escuro, aliás como a maioria das crianças. Hoje o que me incomoda, não é o escuro, é o que posso ver no escuro…

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

AS REDES SOCIAIS E A REALIDADE

As redes sociais vieram revolucionar o nosso modo de estar perante a vida. Já muito se tem escrito e falado sobre as vantagens e inconvenientes destes meios de comunicação. Para isso basta ler o que se encontra publicado na Internet. Contudo, existe um efeito bastante perverso das redes sociais ainda pouco discutido. A par das múltiplas vantagens e de alguns inconvenientes já conhecidos, as redes sociais são também um factor de desequilíbrio emocional que pode levar a um profundo estado de tristeza e depressão se tem um espírito forte e socialmente bem enquadrado. Observar cenas de felicidade (mesmo que falsa) dos outros e a forma como (supostamente) se divertem, faz com que a nossa vida pareça profundamente monótona e desinteressante o que contribui para um sentimento de pura infelicidade. É importante ter o discernimento de não comparar a nossa vida com a dos outros e ter a consciência de que nem tudo que vê ou lê nas redes sociais corresponde inteiramente à realidade…

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

ELES NEM SABEM A SORTE QUE TÊM...

Ficar em casa sem ligar o leitor de CD’s ou a TV começa a ser um suplício com aquela porta a bater durante toda a manhã, no andar de baixo… Os vizinhos até são boa gente, simpáticos mas… nunca tiveram filhos. Não por opção mas porque a Natureza os negou. Sei que não os ter representa para eles um grande desgosto. Eles nem imaginam a sorte que têm digo eu. Compreendo o desgosto que sentem por não terem filhos. Sempre se deseja aquilo que não se pode ter, contudo invejo-lhe a liberdade de viajar para onde e quando bem lhes apetece, a possibilidade de trocar de carro amiudadas vezes, acordar e deitar à hora que lhes dá na gana… e bater com aquela maldita porta que fica mesmo por baixo da sala onde passo parte do dia…
Só quem já teve ou tem filhos pequenos sabe o drama que representa uma porta que bate ou outro qualquer ruído de idêntica intensidade quando os “anjinhos” se encontram finalmente a dormir…! Um barulhinho, por pequeno que seja, pode ser o início de um episódio de choro que se prolonga por uma ou mais horas e lá se vai o nosso sossego e o que é pior, as nossas horas de sono… Os filhos crescem, partem para as suas vidas mas o trauma fica. Ainda hoje não consigo fechar uma porta nem uma gaveta sem ser com todo o cuidado… Não vão as criancinhas acordar, abrir aquelas bocas pequeninas e delicadas e emitir aqueles decibéis que ninguém imaginaria ser possível sair de um corpinho tão pequeno…!
Mas os vizinhos não tiveram filhos, não ficaram traumatizados com o choro das criancinhas que acordam quando se bate com uma porta, quando se fecham gavetas com estrondo,… Por isso, os vizinhos batem a porta à sua livre e espontânea vontade… É que os vizinhos não sabem a sorte que têm…

terça-feira, 11 de novembro de 2014

O VALOR DA AMIZADE


Os anos passam, novas canções com outros temas atingem os Top’s, novas experiências ocorrem nas nossas vidas mas, para mim, sempre permanece o encanto desta canção sobretudo pela mensagem que a letra* encerra e pelos valores morais implícitos. Refiro-me mais uma vez à canção “That’s what friends are for”, interpretada por Dionne Warwick. Muito a propósito, Dionne Warwick faz-se acompanhar pelos seus amigos, Elton John e Stevie Wonder. Também não foi por acaso que em 1985 a canção foi distinguida com o Grammy para melhor canção do ano…
Trata-se de um tema intemporal e não raras vezes o recordo nos momentos em que alguma nuvem paira sobre o meu percurso de vida. Nesses momentos, continuo teimosamente sorrindo, continuo brilhando porque, quer nos bons, quer nos maus momentos, sempre conto com os meus amigos do mesmo modo que eles podem contar comigo. Porque Amizade é um dos valores que mais prezo na vida.

*Continue sorrindo, continue brilhando
sabendo que pode contar sempre comigo
sem dúvida,
é para isso que servem os amigos

Quer nos bons, quer nos maus momentos
estarei sempre a seu lado.
É para isso que servem os amigos…

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

MAIS UM ALMOÇO DE DOMINGO

Mais um encontro, mais um almoço, mais um convívio… ainda estive tentado a apelidá-lo de “almoço de rotina” mas achei que isso seria um insulto à amizade. Os nossos almoços podem ser “tudo” menos de rotina… às vezes há gargalhadas, outras vezes um ar mais sisudo e há também silêncios… Tudo depende daquilo que fomos carregando ao longo da semana e do qual nos vamos libertando como sempre acontece a toda a gente, quando se está em companhia de amigos. Pouco a pouco, à medida que se vai degustando o almoço e o conteúdo da garrafa de “Muralhas” se vai evaporando, a conversa flui ligeira em vários sentidos. Todos os motivos são válidos para se estar junto dos amigos e poder desabafar, rir, por a conversa em dia,… conviver. Estes almoços são só mais um desses motivos. Desta vez o restaurante escolhido foi novamente o CityTop. Os cavalheiros encomendaram o cabrito assado enquanto que as meninas preferiram o bacalhau. Este último nem o provei. Quando me preparava para o fazer, só havia espinhas na travessa… mas o cabrito estava divinal. Continuo a aconselhar este restaurante por ser muito central para quem vive no Porto ou à periferia e principalmente pela óptima cozinha.

domingo, 9 de novembro de 2014

OS MUROS DA VERGONHA...

Comemora-se hoje o 25º aniversário da queda do muro de Berlim. Para os mais novos convém alertar que o “muro” não ruiu por si próprio devido à idade ou por efeito de algum tremor de terra. O muro ruiu pela vontade de um povo mas para isso foi necessário regar os seus alicerces de muitas lágrimas e não menos sangue. Lágrimas de quem ficou separado dos seus entes queridos e o sangue de quem em vão tentou transpô-lo em busca da liberdade. Esta aberração permaneceu em pé durante 28 longos anos (1961 – 1989).
Não só pela minha “costela” alemã mas principalmente porque prezo acima de tudo a liberdade colectiva assim como a liberdade individual do ser humano, é para mim uma data com um significado muito especial. Lamentavelmente ainda hoje se erguem muros entre povos e indivíduos que limitam ou restringem liberdade dos outros. O Muro de Berlim foi apelidado ao longo dos anos de “Muro da Vergonha”. Ainda coexistem por esse mundo fora muros que são uma autêntica vergonha e que apenas existem devido à conivência (conveniência), comodismo e indiferença de governantes e da sociedade em geral.
Em Janeiro de 2001, tive a oportunidade de visitar Berlim sendo dessa época as fotos que se seguem.
O que resta como memória do tristemente célebre muro
Também no asfalto de algumas ruas e avenidas se assinala onde se erguia o muro
Aqui permanece o Checkoint Charlie... como aviso para gerações futuras...


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