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sexta-feira, 5 de julho de 2013

REBUÇADOS DA RÉGUA


A vida já era difícil no meu tempo de criança… estou a reportar-me à década de cinquenta, teria eu seis a oito anos. Nesse tempo, o meu pai era obrigado a fazer “escritas” (como Guarda-Livros) à noite, depois do trabalho diário, lá para os lados da Régua para equilibrar o orçamento familiar. Nessas noites em que ele regressava já tarde a casa, mimava-nos, a mim e a meu irmão, com os célebres rebuçados da Régua. A promessa de trazer os rebuçados era religiosamente cumprida até uma noite em que não houve distribuição de rebuçados… Acho que nunca lhe perdoei ter quebrado a promessa mas também nunca lhe perguntei por que razão não tinha comprado os ditos rebuçados. Talvez tenha chegado atrasado à estação de comboios sem tempo para os comprar, talvez a senhora que os vendia tenha estado ausente no posto de venda, talvez por outro qualquer motivo seguramente não imputável à pessoa do meu pai…
Prefiro que não me façam promessas. As promessas criam expectativas, humedecem os olhos, formam bolas de ténis no estômago. Ainda hoje me volto a sentir o menino expectante perante a promessa de um rebuçado e quando alguém quebra a promessa, sinto a mesma revolta, a mesma decepção, a mesma dor…
Já me fizeram muitas promessas e também muitas delas foram quebradas…Por isso, não me prometam nada, porque as pessoas mudam, as condições de vida alteram-se, os momentos passam e as promessas quebram-se…

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O ESCALDÃO

Adoro o calor. Estas temperaturas da ordem dos 32 ºC - 34 ºC em nada me afectam  Todos os dias me levanto com o receio de que estes dias de Verão desapareçam dando lugar ao regresso da chuva e do frio como já muitas vezes aconteceu este ano… Com estas temperaturas elevadas, é frequente os banhistas e não só apanharem um daqueles escaldões que, além de inestéticos, são perigosíssimos por estarem relacionados com muitos cancros de pele. Com uma pele branquinha sou um testemunho vivo da relação entre escaldão e cancro da pele. Hoje em dia previno-me evitando a exposição solar nas horas de maior calor e sempre bem besuntado com protector solar. Tenho pena de não poder fazer uma maior exposição ao sol pois adoro praia e o tom saudável do bronzeado que nunca consigo.
Quando comecei a escrever este post era com a intenção de falar de escaldões não de pele mas de língua… Claro que nunca é demais alertar para os perigos dos escaldões de pele pelo perigo que representam para a saúde. Apesar de me dar bem com as altas temperaturas, detesto comida quente. Todo eu me escaldo na sofreguidão com que devoro alimentos quentes. Não exagero quando digo sofreguidão. Algo de estranho se passa comigo. Passo horas por vezes todo o dia sem sentir fome mas logo que começo a comer me apercebo que estou esfomeado e preciso ingerir rápida e sofregamente os alimentos que se encontram no prato. É nessas ocasiões que acabo por escaldar língua e palato… Talvez seja por isso que contrariamente à maioria das pessoas, gosto de comer em restaurantes onde a comida chega à mesa não muito quente ou nos shoppings onde é servida quase fria…

quarta-feira, 3 de julho de 2013

VIGORÉTICOS

Actualmente, não restam dúvidas acerca dos benefícios do exercício físico. São múltiplas as vantagens quer a nível físico em geral, quer a nível mental. Com efeito, além de melhorar a condição física contribui para um aumento da auto estima e também é benéfico na recuperação de algumas doenças. Apesar de todos estes benefícios o exercício físico pode tornar-se um verdadeiro vício. Quando comecei a frequentar um ginásio, foi preciso muita força de vontade para não desistir logo na primeira semana. Nunca fui adepto de desportos ou de exercício físico em geral. Com o passar do tempo, fui ganhando gosto nas idas ao ginásio e na prática de exercício físico. Além de fazer 30 minutos de tapete ou bicicleta faço também exercícios cardiovasculares em diferentes máquinas. Dois dias que não vá ao ginásio e isso acontece ao sábado e domingo, sinto a falta do exercício físico. Perante este facto, admito que o exercício físico seja viciante. Apesar desta compulsão de frequentar o Gym, não me considero um vogorético no sentido lato da palavra… Isto porque respeito os meus limites corporais não exagerando nas cargas usadas nas diferentes máquinas. Estou consciente dos perigos do exagero no exercício físico. Os vigoréticos* nunca se consideram suficientemente musculadas, fazem exercício compulsivamente. Não me reconheço como fazendo parte deste grupo. Digamos que sou apenas um apaixonado pelo ginásio, ou seja, um mero maníaco do exercício físico.

*Pessoas que praticam atividades esportivas de maneira compulsiva

terça-feira, 2 de julho de 2013

CORRIDA AOS GINÁSIOS

Com os primeiros dias de Verão (a sério), Nesta altura do ano aumenta a temperatura e com ela a preocupação com o físico já que vai ser mais exposto nas praias e piscinas… Esta preocupação com o físico faz com que haja uma autêntica corrida aos ginásios. Lamentavelmente, chegando o mês de Agosto, toda esta clientela desaparece para voltar apenas passado um ano. Como frequentador assíduo do ginásio, tenho notado esta evolução da frequência ao longo do ano. É certo que devido à crise, muitos frequentadores têm desistido e nota-se um aumento significativo do número de pessoas que troca o ginásio pela corrida ou caminhadas ao ar livre.
Pessoalmente, apesar da crise não concebo a ideia de deixar de frequentar o ginásio. Comecei por frequentar duas vezes por semana (a conselho do médico) com grande sacrifício porque nunca gostei de fazer exercício físico. Hoje vou 4 ou 5 vezes por semana, durante duas horas e meia por dia. Devo dizer que estas horas não são passadas na íntegra na sala de musculação. Aproveito também para fazer no fim do exercício, um banho turco que me alivia bastante da minha sinusite.
Para já não penso trocar o ginásio por actividades ao ar livre como seja correr ou marchar. O ginásio tem uma dinâmica diferente além da possibilidade de frequentar aulas com o apoio de professores competentes. Além disso, lá encontramos pessoas conhecidas e desconhecidas o que, por vezes, através do diálogo nos enriquece a todos os níveis pela troca de saberes e vivências uma vez que se fala dos mais diversos assuntos.
Não haja a mínima dúvida de que a atividade física trás benefícios, quer a nível mental quer físicos. Através do exercício físico consegue-se uma melhoria da auto estima  e ao nível físico em geral, além de contribuir para a recuperação de algumas doenças nomeadamente do foro cardíaco e claro, não esquecendo que é uma mais-valia no controlo do peso.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A RAZÃO POR QUE ESCREVO...

Nem sempre digo o que penso mas escrevo o que penso. Por outras palavras, escrevo porque penso mas nem tudo o que penso eu escrevo… E se alguém disser que diz tudo o que pensa, não acredite. É mentira. Já pensou se todos disséssemos o que pensámos?! Também não defendo a mentira mas por vezes é preferível omitir ou melhor ainda… ficar em silêncio. O que escrevo pode até nem ser verdade mas é o que, no momento, acredito que seja verdade. Por isso é óbvio que, muitas vezes, possa entrar em contradição…
É que por vezes, não escrevo o que penso, escrevo essencialmente o que sinto…

COMPLEXO MINEIRO ROMANO DE TRESMINAS

Ontem foi dia de viajar. O destino da viagem foi o Complexo Mineiro Romano de Tresminas em Vila Pouca de Aguiar, consideradas umas das maiores explorações mineiras do período romano na Península Ibérica. Estas minas a céu aberto começaram a ser exploradas durante o reinado de Augusto (27 a.C. a 14 d.C.) indo até à segunda metade do século II.
Eis-nos chegados a Vila Pouca de Aguiar. Breve paragem para tomar o peque-almoço.
Um bom exemplo de recuperação e aproveitamento da velha estação de comboios, hoje Casa da Cultura de Vila Pouca de Aguiar.
Inicio da visita às cortas de Tresminas...
Primeira "corta"... e nada de ouro...!
Valeu-nos o almoço na “Tasca do Chico”, um magnifico bacalhau no forno e/ou vitela assada…


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