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terça-feira, 23 de abril de 2013

MUDAR DE VIDA

Há dias em que a gente toma consciência que está na hora de mudar de vida, qualquer que seja a nossa idade. Nunca é tarde para dar uma volta à nossa vida. Nem que seja uma volta de 360º e regressar exatamente ao ponto de partida… mas, pelo menos, demos uma volta! Contudo, se é tempo de mudar, que seja uma volta de 180º. É o que preciso de fazer relativamente ao meu pequeno-almoço. Tenho reparado que em chegando às 12h começo a ficar irritável e em grande agitação. Atribuo esse mal-estar à fome. Está provado que a fome provoca este estado de irritabilidade e falta de concentração… Como nem sempre a minha mulher tem um horário que nos permita almoçar por volta do meio-dia, acabo por almoçar entre as 13h e as 14h o que para mim, é muito tarde. Tudo isto por culpa da má alimentação que faço relativamente ao pequeno-almoço. Concretamente, o meu pequeno-almoço resume-se a uma chávena de café com leite seguida de um café no estabelecimento da esquina da rua… Claro que em chegando às 12h o organismo reclama “combustível” para produzir a energia vital.
Há dias em que se toma consciência que é urgente mudar de vida, nem que seja apenas ao nível do pequeno-almoço…
Há dias assim…

segunda-feira, 22 de abril de 2013

UM DOS MEUS TOC


Este domingo fiquei por minha conta enquanto minha mulher foi visitar os pais à aldeia. Por isso, tive que pensar e fazer o meu almoço e jantar. Não me dá grande prazer ter que fazer refeições em casa principalmente quando sou eu a cozinhar. E não é pelo trabalho de cozinhar porque isso, até me dá prazer. Também não vou muito além de fritar umas batatas, estrelar um ovo, cozer esparguete ou batatas e abrir uma lata de atum… O desprazer está em arrumar a cozinha. Embora não seja muito desarrumado, devido à minha “mania” (não será mais um TOC?) do perfeccionismo, acabo por comer de prato na mão enquanto vou metendo alguma louça na máquina, coloco o lixo no respectivo recipiente, limpo os balcões e entretanto termino a minha refeição de prato na mão… que logo de seguida enfio na máquina de lavar juntamente com os talheres e copo.
Já agora que se trata de preparar refeições práticas, vejam como é fácil, com alguns espargos, um ou dois morangos, um ovo cozido, salsa e uma folha de alface incentivar os mais pequeninos a ingerirem vegetais…

ALTERNATIVA OU ALTERNÂNCIA?


Na passada sexta-feira, dispus-me a “perder” algum tempo a ouvir o líder do PS a falar na festa do 40.º aniversário do PS em Coimbra. Mais uma vez, insistiu na necessidade de uma alternância (reparem que não escrevi alternativa) do Governo. Com efeito, há anos que vivemos nesta alternância do poder entre o PSD e o PS. No decurso da sua oratória, o líder do PS voltou a afirmar a urgência de acabar com as medidas de austeridade. Mas nada adiantou sobre a maneira de nos livrarmos das malditas medidas…Diga-se em abono da ética que numa parte final do discurso acabou por admitir que o estado do país não é só da responsabilidade deste Governo. Ficou-lhe bem esta declaração. Contudo, começo a ficar farto e muito descrente desta “alternância” política. Por não conseguir exprimir melhor o que penso da oposição, vou usar as palavras de Filomena Mónica:
“A oposição desapareceu. O PS não existe, nem sei o que é aquilo. O líder não tem carisma, não sabe o que há-de fazer, está condicionado pelo acordo com a troika. E sucede a um delinquente político chamado Sócrates, … O PCP vive num mundo antes da queda do Muro de Berlim, e o Bloco de Esquerda habita em Marte.”
Filomena Mónica in Jornal I de 28 Abril 2012

domingo, 21 de abril de 2013

O TEMPO


Uma grande e querida amiga minha desculpava-se do tempo que demorou a responder a um e-mail que lhe enviei. Não há motivo para desculpas por não ter respondido no momento em que recebeu o dito e-mail. Talvez não fosse esse o momento certo para responder… Não se trata de uma questão de tempo mas de momento certo.
O tempo, o que é o tempo? O tempo é afinal o espaço que medeia entre dois momentos especiais da nossa vida… Esse espaço pode ser curto ou longo conforme esses momentos estão próximos ou se distanciam…
Diz a sabedoria popular que o tempo não volta atrás quando afinal o que quereria dizer é que os momentos passados não voltam a acontecer (nunca da mesma maneira). O tempo é apenas a distância a que esses momentos ficaram no passado.
O tempo é, como dizia Einstein, uma ilusão. “A distinção entre passado, presente e futuro não passa de uma firme e persistente ilusão."

sábado, 20 de abril de 2013

AS ÁRVORES MORREM DE PÉ


Com a chegada da primavera, toda a Natureza se renova. Da varanda da sala vejo os ramos das árvores” cobrirem-se de pequenas e tenras folhas que reflectem os raios do sol… A grande maioria das árvores do condomínio foi oferecida por mim depois de um longo e penoso período de crescimento em vaso nesta mesma varanda. Recordo o tempo em que, por esta altura, quase todas as varandas se engalanavam das mais variadas e vistosas flores. Com o passar dos anos, as plantas foram envelhecendo acompanhando o envelhecimento dos próprios donos... Já são raras as flores que florescem nas varandas. Há já alguns anos, somente uma laranjeira anã persiste teimosamente em sobreviver na minha varanda até ao dia em que, esgotados os nutrientes da terra do pequeno vaso em que se encontra, venha finalmente a morrer… Será uma morte gloriosa apesar do abandono a que tem sido votada. Gloriosa na mediada em que, apesar do abandono, conseguiu sobreviver por alguns anos e mesmo até a dar frutos... A exemplo destas árvores, é com a mesma dignidade que um dia pretendo partir: "Morto por dentro, mas de pé, de pé, como as árvores". Esta frase que pertence à peça "As Árvores Morrem de Pé" é dita quase no final pela fabulosa actriz Palmira Bastos e muitas vezes a recordo em alguns momentos cruciais da minha vida...

sexta-feira, 19 de abril de 2013

UM DIA NORMAL


Há dias em que nada de importante ou digno de salientar acontece. Hoje, sentei-me aqui em frente ao meu portátil com o intuito de passar a escrito algum dos meus pensamentos. Contudo, verifico com alguma surpresa que não tenho nada de importante a registar. É lógico que não tenha pensamentos profundos todos os dias. Nem sempre acontecem episódios dignos de registo nas nossas vidas ou porque tudo corre bem ou então, porque tudo corre tão mal que nem sequer é digno de um registo. Não é o caso. Não estou particularmente feliz mas também não tenho nenhuma contrariedade para desabafar. É afinal um dia normal! Um daqueles dias em que nada de relevante acontece mas, como todos os dias, deve ser vivido na sua plenitude. Estes dias fazem-me lembrar certas pessoas que nos rodeiam sem se fazerem notar por grandes atitudes mas que, quando desaparecem, deixam um vazio inexplicável...!
Há dias (pessoas) assim…
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