Etiquetas

domingo, 13 de janeiro de 2013

ESCAPADINHA NO DOURO - MESÃO FRIO

Em boa hora decidi aceitar o desafio de minha filha para um fim-de-semana no Douro. Feita a reserva via internet, sábado de manhã rumámos com destino a Mesão Frio. Logo que saímos da A4, tomámos contacto com a bela e inigualável paisagem duriense. Lá fomos estrada fora, curva e contracurva sempre acompanhados pelo rio Douro que corre lá em baixo. O dia não era dos mais radiosos, choveu um pouco até e o frio era cortante. Por ser ainda cedo para o check-in, continuámos até ao Pinhão da Régua onde almoçámos no restaurante Régua 2002. Gente simpática, muito bem servido, uma boa relação qualidade-preço.
Terminada a refeição regressámos em direcção ao hotel «Agua Hotels Douro Scala». A chegada ao hotel foi uma agradável surpresa. Embora tivéssemos visto no booking algumas fotos, a realidade superou tudo que tínhamos imaginado. Desde o ambiente acolhedor até à simpatia dos funcionários tudo nos agradou e surpreendeu pela positiva. A zona da recepção situa-se no antigo solar muito bem preservado mas os quartos ficam no edifício moderno. São acolhedores num estilo moderno minimalista. Recomendo uma estadia neste hotel.
Enfim, foi um fim de semana bem passado que me permitiu esquecer as três injeções que já levei na barriga mais as outras três que ainda terei que levar e, sobretudo, o exame que vou fazer na terça feira…

domingo, 6 de janeiro de 2013

DESPEDIDAS

Mais uma vez me despedi do meu filho que «regressa» a Paris em busca de emprego e de uma vida melhor que este país não lhe consegue proporcionar… Já não tem conta as vezes que me despedi dele neste mesmo aeroporto de Sá Carneiro. Foi também neste aeroporto que me despedi pela última vez do meu irmão que jamais voltei a ver.
Também a nossa vida parece um movimentado aeroporto onde assistimos à chegada de pessoas que entram e permanecem ao nosso lado enquanto nos despedimos de outras que prosseguem a sua viagem enquanto não chega a hora do nosso voo…
Pergunto-me se vale a pena carregar tanta bagagem que só complica na hora da partida porque «Um dia a gente chega e no outro vai embora».

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

DIA DE FESTA


Há dias em que por mais que se precise dos amigos mais eles se afastam como se de alguma doença contagiosa nos tivesse atingido. Um qualquer motivo ou mesmo motivo algum justifica a sua eventual ausência. Mas nem todas as ausências doem do mesmo modo. Há ausências que custam mais a suportar.
Hoje é dia de festa, é dia de aniversário do Miguel. É imperativo fingir, continuar a fingir uma alegria que não vem de dentro mas que serve perfeitamente para camuflar a tristeza do olhar…
Hoje estou triste mas sorrio, sorrio sempre porque não sei deixar de sorrir…

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

JANELAS

Existem mil estilos e feitios de janelas. A nossa arquitetura é muito rica nestes elementos arquitetónicos. As janelas têm como função principal permitir a entrada de luz e ar nas habitações mas também permitem o prolongamento do olhar para além das quatro paredes de um aposento. Há janelas que se abrem para a imensidão do mar mas também as há que apenas se abrem para a parede do prédio contíguo ou, pior ainda, para um beco insalubre… Qualquer que seja a «paisagem», as janelas possibilitam a evasão do olhar além da entrada da luz e do ar.
Mas o que hoje pretendo mesmo é falar das janelas do «windows», passe pleonasmo. Também elas permitem, à distância de um simples clique, viajar para fora do território físico, a evasão do mundo real para um mundo virtual mais apelativo. Estou convencido que muitos dos cibernautas que passam horas grudados ao monitor dos computadores o fazem essencialmente na tentativa uma de fuga ao mundo real…

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

PARAR DE FINGIR

É fácil fingir que tudo está bem, o mundo é maravilhoso, o dia está lindo, as pessoas são puras e honestas, nós somos os melhores do Mundo, …
Só que não é possível continuar a fingir por um tempo indeterminado. A certa altura percebe-se, mesmo que nos custe admitir, mas percebe-se… bem lá no fundo sabe-se que também se está a fingir. Finge-se não saber ao mesmo tempo que cada átomo do nosso ser grita o que a todo o custo pretendemos ignorar. Mas chega sempre uma hora em que, mesmo sem querer, se escuta esse grito.
Há dias assim, em que a gente se permite escutar a voz que grita cá dentro... aí, para-se de fingir!
Há dias assim…
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...