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domingo, 26 de agosto de 2012

O JUSTO VALOR



Quando se perde qualquer coisa é que se lhe dá o justo valor. Das duas, uma: ou lhe sentimos imensa falta e a considerámos insubstituível ou constatámos que afinal não nos faz falta nenhuma e até passámos melhor sem ela. Estou a lembrar-me daquela manhã em que perdi o meu crucifixo. Todas as manhãs lá estava ele, preso no fio de ouro e depois de me vestir lá o colocava ao pescoço sem pensar muito nesse gesto maquinal. Durante o dia não tomava consciência de que o estava a usar mas nessa manhã senti-lhe a falta e constantemente tateava o pescoço para me certificar que ele lá estava. De repente, aquele crucifixo passou a ser a coisa mais importante naquela manhã. Foi com grande alívio e alegria que o encontrei! Nesse momento compreendi como aquele crucifixo é importante para mim.
Com as pessoas, passa-se o mesmo. Quantas vezes temos uma pessoa como certa e pouco valor se lhe atribuiu. Pensámos que estará sempre lá para nós quando bem nos apetece conviver ou precisámos da sua ajuda. Mas basta que essa pessoa se ausente, se afaste da nossa companhia para sentirmos o vazio que fica em vez dela… Já não falo do caso extremo de partir deste mundo. É suficiente que se afaste de nós.
Outras pessoas há de quem não sentimos a falta, nem sequer damos conta imediatamente da sua ausência. É necessário que decorra algum tempo para notarmos que não estão mais na nossa companhia.
Há dias assim em que também sentimos a falta de nós próprios e nos damos o justo valor…

sábado, 25 de agosto de 2012

ENCONTRO

Breve encontro, parco gozo,
que nem a centelha exprime.
Era como um criminoso
voltando à cena do crime.
 
Teu silêncio magoava
tão frio, como punhais.
 
Passo a passo, eu voltava
e, a cada passo que dava,
me afastava um pouco mais.
                                          Jorge Leal

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

DEPRIMIDO



É assim que me sinto hoje. Para isso muito contribui este tempo cinzento. Nem sol, nem calor. Antes pelo contrário, sopra um vento frio que nos faz sentir mais estar no Inverno do que em pleno Verão. Pelo menos é este o tempo que faz no Porto.
O estado do tempo é seguramente o principal responsável pelo meu estado de espírito mas também contribuem e muito, os dias rotineiros destas férias… Não considero nem me sinto a gozar férias. De facto são os mesmos dias rotineiros que usufruo ao longo do ano. Compreendo que para quem trabalha, uns dias sem ir ao emprego são uma dádiva, um descanso, quase umas férias. Para mim, férias é mudar de ambiente, conhecer novas gentes, outros países. Verão, são dias de sol, temperaturas entre os 28º e os 30º, ir à praia pela manhã e ao fim de tarde…
Acredito agora que as férias são essenciais ao bem-estar físico e emocional. Mas verdadeiras férias é sair do ambiente onde se passa o resto do ano.

VOLTAR ATRÁS PARA QUÊ?



Pois é. Eu avisei que este seria um blog de pensamentos – em prosa ou em verso – por isso, nada demais encontrarem aqui os mais díspares pensamentos e consequentes conclusões… Não pretendo ser o senhor da razão e da verdade insofismável. Traduzo aqui apenas o que penso sujeito a crítica e a discordância. Exponho apenas o meu ponto de vista sem ter a pretensão de estar sempre certo. Este é também um blog pretensamente autobiográfico, por isso é óbvio encontrar aqui algumas retrospetivas (incursões) do meu passado… Isto tudo para me desculpar de mais uma vez trazer aqui uma recordação da minha já tão longínqua infância. Desta vez debrucei o meu olhar nostálgico para uma velha foto do primeiro dia em que fui à escola que encontrei ao folhear o meu álbum. Não foi uma época particularmente feliz da minha vida mas mesmo assim ainda guardo a memória de sons, cheiros, emoções relacionadas com esta foto. Consigo sentir o cheiro a relva recentemente cortada, a luz intensa do sol que não brilhava na minha rua devido ao porte dos plátanos, o ruído dos motores das camionetas de carreira que subiam penosamente a rua íngreme onde morava… Consigo recordar tudo isso mas não quero! Não quero voltar à minha infância, não quero recordar por motivos que só eu sei. Vou fechar definitivamente o álbum de fotografias… vou parar de escrever. Tudo isso já passou, para quê recordar?

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

PEIXE VERDE

Mais um dia de chuva. Por que não ficar por casa e aproveitar para pintar peixes em algumas das pedras que recolhemos na praia?
Aqui vai mais um exemplo de como podemos aproveitar a forma de algumas pedras da praia.

Muita paciência, guaches, tinta nanquim para contornar os desenhos, fixador e verniz para pedra.
Bom trabalho

terça-feira, 21 de agosto de 2012

ESCAPADINHA NA COMPORTA

Mais uma sugestão para umas férias cá dentro.
O alojamento seleccionado foram as casas da Comporta

Traseiras da nossa casa. Ficámos no R/C
Tem a vantagem de poder usufruir de um pequeno jardime terraço
A casa dispõe de uma ampla sala minimamente mobilada
Cozinha com comunicação com a sala
Um quarto e casa de banho
Uma boa piscina
Um verdadeiro paraíso e  casas bem conservadas...
A igreja
O interior simples mas belo
Os poucos edificios do centro
Por todo o lado as cegonhas fazem os seus ninhos
A caminho da praia
Comporta café - BarC
Praia da Comporta
Esplanada do Comporta Café
Casas típicas dos pescadores
Algumas destas casas alugam-se no Verão

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