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quinta-feira, 14 de março de 2019

UM DIA NO GINÁSIO


Recordo ainda com alguma saudade aquele tempo em que os frequentadores habituais falavam em voz baixa dos mais variados assuntos, quer se tratasse de futebol, da última aula de grupo ou qualquer outro assunto mas sempre evitando a mínima polémica. Era outro tempo, outros frequentadores que se conheciam e cumprimentavam à chegada e à partida.
Como forma de terapia e não só, sou frequentador assíduo de um ginásio. Até aqui nada de anormal, hoje em dia até é banal frequentar um ginásio. Já não é tão banal inscreverem-se no final da época das praias e em meados de Março, por falta de motivação, já estarem a desistir.
Para quem frequenta o ginásio com alguma regularidade e durante todo o ano, despir a fatiota de andar na rua e vestir o equipamento próprio para o treino acontece com toda a naturalidade. É aqui, no vestiário, que se manifesta o não saber estar no mesmo espaço que obrigatoriamente se partilha com toda a sorte de pessoas. A “agressão” aos presentes vai desde o falar alto como se estivesse numa “quinta” e o interlocutor numa outra “quinta” até ao deambular em pelote numa alegre cavaqueira com os companheiros de treino. Esta nudez, perfeitamente natural em qualquer balneário é censurável na medida em que se adia interminavelmente o ato de vestir… Com efeito, os utentes dos ginásios podem dividir-se em dois grupos, os que fazem uso dos balneários como ponto de passagem entre a sala de musculação o balneário e a rua e os que fazem das ditas instalações uma segunda casa (se não a primeira) e numa alegre cavaqueira vão exibindo os respectivos “apêndices” que, pelo que pude comprovar, a Natureza pouco ou nada favoreceu…

quarta-feira, 13 de março de 2019

FRIO SIBERIANO


Falar na Sibéria e logo nos acode à memória paisagens geladas, o berço da Revolução Russa, ou ambas mas ninguém a relaciona com uma cozinha onde, inexplicavelmente, não chega o aquecimento central. O arquitecto que idealizou o empreendimento deve ter pensado que era uma falta grave à economia colocar um radiador nesta divisão…
Relaciono muitas vezes a cozinha com a Sibéria que detém o triste recorde do local mais frio do apartamento. A cozinha é assim, um local frio, pouco convidativo que se reserva o privilégio do lugar onde se verifica o clima mais extremo das várias divisões da casa.
Para fugir ao frio uma solução era não frequentar esta divisão. Nada nem ninguém obriga a frequentar a cozinha! Contudo é lá que se encontram os alimentos que o corpo reclama em certas horas. Nessas ocasiões, ingiro à pressa o que se oferece e apetece na mira de voltar para divisões mais quentes… Daí que diga de mim para mim, lá vou eu para a sibéria quando me dirijo à cozinha onde se aloja o frio, o tal frio siberiano.

terça-feira, 12 de março de 2019

HÁ MAR E MAR...


Uma das razões para ficar próximo do mar é o constante apelo que ele exerce sobre a quase totalidade dos mortais. Seja por esta ou por qualquer outra razão a certa altura, olhando as montanhas em redor, “escuta-se” muito baixinho a voz do mar que aguarda uma resposta imediata a seu apelo e, contra tudo e contra todos, segue-se inconscientemente rumo ao mar…
Perdido na contemplação desse mar, uma frase persiste em esvoaçar sobre a cabeça por mais que se tente afastar: Há mar e mar, há ir e voltar…
Por demais conhecida, a frase acabou por ficar no ouvido de toda a gente talvez devido à musicalidade da sua rima. Ainda hoje é muito utilizada a propósito de tudo e de nada desconhecendo muita gente a sua autoria. O poeta Alexandre O’Neill que a inventou, nunca imaginou que viesse a granjear tanto sucesso. Esta frase fazia parte de uma campanha de prevenção contra acidentes fatídicos nas nossas praias. Mais tarde passou a ser usada para ilustrar qualquer situação sempre na mira de alertar os mais incautos para os perigos que o mar, parecendo pacífico, pode esconder relembrando que o sucesso de todas as idas depende de um feliz regresso.
Trata-se de um exemplo concreto de como uma simples frase consegue atravessar gerações e conceitos para os quais foi criada.

segunda-feira, 11 de março de 2019

COMO PARAR DE SONHAR


Sonhar acordado pode até ser um sinal de inteligência e criatividade, há estudos que o comprovam e como tal não deixam margem para discussão. Diz o estudo que quem possui estes cérebros, está menos sujeito a dispersa-se por outras actividades que não levam a lado nenhum.
Apesar disso, às vezes é preciso parar mas, como evitar de sonhar durante a noite…? Existem as mais variadas teorias (truques) para parar de sonhar, basta consultar a Internet sobre este assunto.
Pessoalmente continuo a achar que o ato de sonhar é involuntário e como tal impossível de conter ou mesmo erradicar. A comprová-lo está o facto de, até hoje, ainda ninguém ter descoberto o motivo porque se sonha.
Sabe-se apenas que o sono atravessa diferentes fases tomando como ponto de partida o momento em que se adormece, até chegar à fase REM (Rapid Eye Movement). É precisamente nesta fase que o corpo se agita e reage conforme o cenário representado no sonho.
Outros estudos afirmam que sonhar não tem nada de anormal, é até saudável desde que nele não se manifestem padrões negativos, os chamados pesadelos.
O mal está na fase REM em que se responde com socos e pontapés a situações vividas durante o sono e que causam stress e humilhação ao acordar… Nesse caso, é preciso parar mas, como se consegue parar de sonhar?

sexta-feira, 8 de março de 2019

O DIA DO HOMEM TAMBÉM EXISTE



Não pretendendo ser um confronto directo com o Dia Internacional da Mulher, é bom que saiba que, embora menos conhecido, também existe o Dia Internacional do Homem que se comemora em Portugal a 19 de Novembro. E não se pense que a data existe por piada de mau gosto contra a mulher. O Dia Internacional do Homem remonta já a 1999 por iniciativa do Dr. Jerome Teelucksingh em Trinidad e Tobago. Orgulhosamente, Portugal é um dos 70 países em que se celebra este dia.
A data escolhida (19 de Novembro) tem por objectivo fomentar a contribuição do Homem no campo social, a sã convivência entre os diferentes géneros e combater qualquer espécie de machismo de que padece ainda a nossa sociedade.
Pelos objectivos expostos e não por uma questão sexista, defendo esta data embora manifeste o meu repúdio por todos estes Dias que só servem para alertar a população em geral para as diferentes causas.

APRENDER E REAPRENDER


Parece uma coisa fácil, um ato espontâneo que se consegue sem o menor esforço, mas não é. Para quem está de fora, para um ser saudável andar  não custa nada, é tão natural que nem recorre ao pensamento. O ato em si pouco tem de natural nem deve ser encarado como tal.
Definitivamente, (re)aprender a andar é custoso embora marque uma etapa fundamental para a vida de qualquer um e represente um enorme passo em frente em direcção à autoconfiança e autonomia tanto da criança como do adulto.
Reaprender quer dizer que se vai voltar a aprender algo que já se praticava antes sem qualquer dificuldade. Pode pensar-se que o facto não apresente grande dificuldade como o primeiro passo de uma criança contudo exige muito autodomínio, concentração e, sobretudo, muita persistência. Com efeito, aprende-se a andar porque, para lá da tentativa, persiste-se em ultrapassar as muitas dificuldades que vão surgindo e assumir algumas derrotas.
Mais que reaprender a andar é preciso reaprender a viver. Determinados valores e princípios tidos como certos e muito importantes, deixaram de fazer sentido ou tomaram outro valor na nova vida o que não invalida a existência de momentos em que é permitido chorar mas, nunca desistir.

quinta-feira, 7 de março de 2019

É PRECISO ARRISCAR


Já lá diz o ditado “quem não arrisca, não petisca”. Na minha opinião há que arriscar para poder petiscar… Isto de ficar a ponderar, durante muito tempo, os prós e os contra de qualquer decisão a tomar na vida, não leva a lado nenhum. Muitas coisas exigem uma resposta imediata da nossa parte pelo que não sobra muito tempo para ponderar as vantagens e os inconvenientes de uma dada resposta. Na maior parte das vezes, arrisca-se na eventualidade de mais tarde, petiscar… Tudo depende do que se entende por petiscar.
Literalmente, petiscar pode entender-se como um local (taberna, tasca, adega ou petisqueira) onde se come bem e barato ou, em sentido mais lato o conceito de petiscar pode ter outros sentidos…
De entre esses sentidos, destaca-se uma infinidade de conceitos não menos importantes que devem ser tomados em consideração. É o caso da comparação com os cidadãos da União Europeia. Verifica-se que os portugueses são os que menos participam em actividades culturais. Esta “fuga” às actividades não se pode explicar exclusivamente pelo baixo poder de compra dos portugueses. Na base está a falta de investimento do Estado na cultura e a pouca insistência de alguma Escola nas actividades ligadas à cultura.
Uma forma de não correr riscos é não tentar, mas também não se consegue nada nem se é mais feliz por isso. O importante é ser feliz, isso é o que conta!

quarta-feira, 6 de março de 2019

FOI POR UM TRIZ


Foi por um triz, uma questão de horas, a festa de aniversário não se confundia, com o Carnaval. Esclareça-se que não sou grande apreciador do Carnaval tal como hoje se apresenta. A falta de senso de humor ou outra razão qualquer, talvez esteja na base desta atitude. Note-se que defendo o Entrudo tradicional que ainda se vive nas nossas aldeias ao invés das muitas imitações do “Carnaval” próprio de terras mais quentes… Ainda sou do tempo em que qualquer trapinho encontrado no fundo do baú servia perfeitamente de fantasia.
Mesmo assim, a terça feira de Carnaval foi preenchida por alguns desfiles enquanto outros foram adiados devido ao mau tempo, além das notícias carnavalescas que nos impingem a toda a hora… mas como é Carnaval, ninguém leva a mal.

terça-feira, 5 de março de 2019

TUDO TEM LIMITES


A paciência, a dor, a juventude, o amor, tudo enfim tem limites embora nem sempre se conheçam as fronteiras que, uma vez ultrapassadas, deixam de ser o que eram para ser o seu oposto. Com muita frequência a paciência ultrapassa esses limites, considerando que mesmo para ela existem limites.
Actualmente, a sociedade faz questão de ter uma opinião, muito sua, de tudo o que se passa no mundo ou à sua volta o que é bom que aconteça… Só é de lamentar que se insista, por todos os meios ao seu alcance, divulgar a própria opinião como sendo uma verdade universal. Deve aceitar-se que, em todos os casos existem limites que podem ser pessoais ou impostos pela sociedade. É claro que nos regimes totalitários não há limites para o que quer que seja e que embora pareçam aceites devido a vários motivos (geralmente económicos) um dia são postos em causa. O facto de se aceitar passivamente esses limites explica-se pela mentalidade de cada um, sobretudo religiosa.
Não é exagero pois, afirmar que para tudo há um limite o que não se aplica à bondade nem à tolerância para as quais não existem limites, quanto mais praticadas, melhor!

sábado, 2 de março de 2019

SE EU PUDESSE...


Se eu pudesse e soubesse, pintava de cor-de-rosa a fome, os migrantes que andam no mar e os que estão em terra… Pintava todas as cores sombrias de cor-de-rosa e poderia então sorrir feliz onde quer que estivesse e com quem estivesse. Mas não, não tenho essa capacidade, o mundo continua a girar mostrando as próprias cores, sombrias e sem graça.
O cor-de-rosa que já foi considerada uma cor forte ainda hoje se destina apenas às meninas. Para os meninos reserva-se o azul… É esta a mentalidade que ainda hoje perdura, extensível a tudo desde as roupas, brinquedos, pintura de paredes (nos quartos de bebés), enfim… a tudo.
Se eu pudesse e me fora dada essa capacidade, pintava tudo a meu gosto, pintava tudo de cor-de-rosa.

sexta-feira, 1 de março de 2019

A HERANÇA GENÉTICA


Viver muitos ou poucos anos não depende de dietas ou de ritmos de vida que se impõem ao nosso organismo. O envelhecimento, além de fatal, é principalmente uma questão genética.
A prática mostra que algumas pessoas apresentam um aspecto mais jovem do que outras exactamente com a mesma idade. Este facto só se explica por acção dos genes. Senão vejamos, quem resiste aos ataques cerebrais e outras doenças do foro oncológico?
As doenças, particularmente as do foro oncológico, não escolhem idades e cada vez estão mais presentes nas sociedades actuais. Há quem viva sempre saudável até aos 100 anos ou mais, enquanto outros morrem mesmo antes ou durante a idade escolar…  A natureza não é justa, mas também ninguém disse que o era.
Para viver muitos anos, não basta querer. Do mesmo modo que não é permitido escolher os progenitores, também não é possível seleccionar os genes que comandam toda a nossa existência.
Não se pode parar o envelhecimento por muito que se queira ou faça, contudo, não se envelhece por deixar de fazer seja o que for, envelhecemos por não fazer… seja o que for.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

O ESTRANHO DOM DE ADIVINHAR


Poupar seja que energia for é um ato louvável por parte de toda a gente. A iniciativa cabe a cada um de nós e é a forma de deixar um planeta mais sustentável aos nossos filhos e netos. Essa poupança começa nas próprias casas onde os diferentes aparelhos domésticos consomem energia eléctrica. Pode dizer-se que tudo à nossa volta consome energia e economizar tanto por motivos económicos como ambientais torna-se cada vez mais urgente.
Até aqui creio que estamos todos de acordo, é preciso poupar energia.
Agora que viajo mais como pendura do que condutor, dá-me para reparar nos “piscas”, ou melhor, na ausência desses preciosos auxiliares de mudança de direcção. Estudos comprovam e disso sou testemunha (embora silenciosa) que quase metade dos condutores não faz “pisca” quando muda de direcção
Lamentavelmente ainda não consegui adquiri o dom da adivinhação pelo que tenho que prever quando algum condutor muda de direcção embora continue a fazer um grande esforço nesse sentido…
O uso dos “piscas”, como vulgarmente são apelidados os indicadores de mudança de direção, além de ser um ato de cortesia e direi mesmo de respeito pelos outros condutores é também outra forma de economia. Economiza-se nas multas de trânsito, na conta da oficina quando há chapa batida e outras ocasiões com origem na ausência dos tais “piscas”.
Quero crer que, além da distracção de muitos condutores, existem outros que defendem a não utilização dos piscas como uma forma de economia do sistema eléctrico do veículo. Nada mais errado, comparado com o custo inicial do veículo, os “piscas” não representam um acréscimo significativo do consumo.
Por favor, usem os “piscas” enquanto estou continuo a praticar a difícil arte da adivinhação…
Segundo o Código da Estrada, a falta de sinalização quando o condutor pretender reduzir a velocidade, parar, estacionar, mudar de direção ou de via de trânsito é uma infração que pode levar ao pagamento de uma coima até 300 euros”.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

JÁ LÁ VAI FEVEREIRO


Mais um dia e lá se vai Fevereiro, um mês menor em termos de dias mas igual em vencimentos e por consequência dias de trabalho. Por tudo isso, deixá-lo ir. Acrescente-se que 2019 não é um ano bissexto senão teríamos mais um dia… de trabalho.
Os dias e as noites sucedem-se inexoravelmente a um ritmo relacionado com o tempo necessário (365 dias ou 5 horas, 48 minutos, e 48 segundos) para que a Terra complete uma volta completa em torno do sol. Como esse “tempo” não batia certo, foi necessário realizar de quatro em quatro anos um pequeno acerto acrescentando-se mais um aos 28 dias atribuídos a Fevereiro… A culpa destas mexidas, se é que alguém tem culpa, é da Lua, do sol ou de quem quer que seja.
O calendário gregoriano, que ainda hoje nos rege, sofreu bastantes alterações (e confusões) até chegar aos 28 ou 29 dias atuais de Fevereiro.
Os anos passam (demasiado) depressa enquanto que o tempo que necessário para concretizar aqueles momentos tão ansiados…!
Com efeito, poucas coisas são mais relativas do que o tempo.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA


O elevado número de vítimas de violência doméstica com tendência a aumentar, pode atribuir-se às mais variadas causas. A violência, seja ela qual for, não escolhe extractos sociais, idade, orientação sexual, religião ou companheirismo. Todos podem ser vítimas de algum tipo de violência que engloba diversos comportamentos tais como o emocional, social ou o que é mais comum, o físico. Do mesmo modo, na base deste tipo de comportamentos, podem estar diversas e variadas causas como o uso e abuso de bebidas alcoólicas, o desemprego com as respectivas consequências, os ciúmes e sobretudo vergonha. O homem, a quem se atribui o maior protagonismo, foi educado para (co)mandar o que o faz rejeitar outra forma de agir quando impedido de actuar.
Na base de qualquer comportamento violento, na minha opinião, está sempre a falta de apoio familiar. Com efeito, é na família que se forma toda a estrutura do indivíduo, a contribuição da escola já vai tarde para a formação do indivíduo como pessoa.
Não se trata de mais um problema social ou jurídico, por isso não se resolve com a detenção do indivíduo violento. Dependendo da gravidade, a violência doméstica e não só, origina diversos problemas
Geralmente, a violência doméstica manifesta-se quando qualquer relacionamento acaba e não é aceite por uma das partes. Não é fácil aceitar o fim de qualquer relacionamento mas, quando o indivíduo possui uma forte formação moral, consegue superá-la com mais ou menos dor….
É aqui que, muitas vezes, entra a vergonha de ser “deixado”, de aceitar que o relacionamento, seja ele qual for, chegou ao fim.
Além das causas do foro psicológico, qualquer relacionamento acaba sempre devido à incompatibilidade de interesses de ambas as partes.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

DEMITIR ESTÁ NA MODA


Tudo acontece de acordo com a moda e, como tudo que é efémero, o que agora a sociedade considera normal, amanhã pode não ser.
A demissão ou desligamento, como lhe queiram chamar, faz parte da actual democracia caracterizada pela corrupção o que não surpreende quando os juízes decidem de bíblia na mão… É verdade que, como qualquer outro profissional que se contrata, devia permanecer no cargo (remunerado) até ser demitido o que pode acontecer a qualquer um e a todo o momento. A coisa torna-se grave quando estão em jogo grandes somas com a agravante de serem dinheiros públicos. Está-se mesmo a ver quem vai pagar esses desmandos económicos…
Por falta de “provas” eles (sempre os mesmos) continuam por aí ou quando muito, são demitidos do cargo que ocupam. O facto é que nada lhes acontece a não ser a famigerada demissão em vez de serem obrigados a repor parte do que desviaram do erário público.
Está na moda pedir a demissão de políticos, banqueiros, autarcas,… por tudo e por nada sem que lhe seja exigida a reposição monetária do valor desviado!
Substituir um indivíduo por outro (igual ou pior) não resolve nada mas, como está na moda, há que exigir-se a respectiva demissão.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

CHOVEM CONVITES


É comum definir-se como deficiência a ausência de qualquer estrutura psíquica ou fisiológica. De acordo com esta definição, torna-se difícil classificar aqueles que o são daqueles que não são deficientes. Aliás, um grande número de pessoas apresenta alguma deficiência (auditiva, visual, física e, nos casos mais graves, intelectual) sem o saber… Convém dizer que muitos dos deficientes físicos parecem uma pessoa normal, evidenciando a mesma personalidade, a mesma forma de pensar e de agir que já existia antes da respectiva lesão. O que os faz diferentes é a forma de locomoção, de segurar um copo, caneca ou uma simples esferográfica… Estes pequenos (grandes) gestos fazem toda a diferença. Perante esta dificuldade, em Esparta eram mais radicais lançando qualquer criança portadora de deficiência do alto do monte Taigeto. De acordo com esta realidade, permita-se o desabafo: ainda bem que não nasci em Esparta…!
Então qual o grupo a que pertence aqueles que nasceram saudáveis daqueles que adquiram mais tarde alguma anomalia…?
Não é expectável que um indivíduo “normal” conviva alegremente com o portador de alguma deficiência. A sociedade actual, apesar de parecer receptiva, não está preparada para uma integração efectiva destes indivíduos. Basta olhar à volta para entender que na prática isso não se verifica.
Perante esta sociedade, o portador de deficiência é como se não existisse, deixando o parceiro de vida numa espécie de viuvez parcial. Contudo, ficar sozinho em casa enquanto outros se divertem pode não ser a melhor opção. Sair com mais frequência, permitir que se recebam convites para qualquer evento é menos frustrante do que permanecer em casa enquanto os convites “chovem” de todo o lado para quem é normal… É triste verificar que os convites que (nunca foram muitos) começam a escassear, o que é normal atendendo à sociedade em que se vive.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

ANIVERSÁRIOS


Celebra-se hoje mais uma vez um aniversário…  O tempo passa, como já disse, são já tantos os anos em que se festejou esta data…!
Mas nem tudo é negativo em fazer anos. Com o passar dos tempo fica-se mais forte, acumulam-se conhecimentos incalculáveis, riqueza(?), felicidade e, na melhor das hipóteses, algumas pessoas ficam apenas… mais velhas.
Perante esta realidade insofismável que é mais um aniversário, falta desejar de todo o coração um Feliz Aniversário!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

AS SOBREMESAS LÁ DE CASA


A presença de um queijo de bola sobre o balcão da cozinha, transportou-me a outra época porventura mais feliz. Não havia refeição, nesse tempo, que não terminasse com uma boa sobremesa. E por boa sobremesa entenda-se um bom e saboroso queijo.
Acreditando na mitologia, deve-se a Aristeu (filho de Apolo) a descoberta do primeiro queijo sem desprezo da lenda que atribui a descoberta  acidental do primeiro queijo a um mercador árabe quando atravessava o deserto. Ao certo não se sabe a quem atribuir a descoberta desse alimento tão apreciado extensivo a todos os comensais. Qualquer que seja a sua origem, pouco importa.
Embora o queijo de bola fosse o mais frequente atendendo à sua textura e sabor, era o queijo da serra (serra da Estrela) o mais apreciado mas, por razões económicas, nem sempre estava presente à sobremesa.
Recordo ainda, já que se fala em queijos, as frequentes viagens à Galiza que na qualidade de pendura e sempre com má cara, começavam com as habituais compras (vantajosas nesse tempo) e finalizavam com a aquisição do célebre queijo de mama (queijo Tetilla) como era conhecido lá em casa. Por razões óbvias, o queijo deve o seu nome à semelhança com o órgão feminino que pretende imitar. É um queijo de vaca muito apreciado graças à sua textura e sabor.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

ESTAR NA MODA


Não é fácil estar na moda porque esta varia ao longo do tempo e conforme as estações do Ano se bem que regresse, muitas vezes, ao modelo original.
Com o ano a começar, chegam as novas tendências e como tal, a alimentação não podia ser excepção. Estou a lembrar-me dos peixes gordos pouco recomendáveis numa dieta que se queria saudável, a carne vermelha versus carne branca e outros alimentos que de momento não recordo..
Como todas as modas, esta também é variável e portanto passageira não se pondo em causa a pesquisa que está na base destas escolhas.
Com alguma frequência a lista de alimentos saudáveis originam a flutuação dos stocks nos supermercados mantendo sempre o benefício da dúvida do utente. Não significa que não se confie na ciência (e nos cientistas) mas, como moda que é, também é variável… O que hoje é prejudicial à nossa saúde, amanhã pode ser benéfico e vice-versa.
O melhor é manter-se atento e informado… e seguir a moda.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

NÃO HÁ AMOR COMO O PRIMEIRO


É um ditado fortemente enraizado no dia-a-dia dos portugueses.  Talvez por ser o primeiro, é o que mais se recorda por variadíssimas razões… Depende das boas ou más recordações que ficaram desse amor.
É normal atribuir-se grande importância ao primeiro amor, já que os amores são na essência todos diferentes. Tanto faz ser o primeiro, o segundo, o terceiro ou outros amores, todos conquistam um lugar que lhe compete na memória de toda a gente. Uns mais intensos, outros menos mas todos deixaram alguma lembrança…
No Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim, é costume trocar mensagens, presentes ou cartas (com menos frequência) que, julgo eu, deveriam prolongar-se ao longo do ano de forma a manter acesa a chama da paixão e a bem do comércio.
Apesar de tudo, continua a festejar-se e cada vez mais, a 14 de Fevereiro o dia em que Valentim foi decapitado por amor. Este dia comemora-se em quase todo o mundo (embora em diferentes datas) que surgiu para homenagear São Valentim mas,  qual…?
Actualmente a Igreja Católica, mais uma vez no intuito de fazer esquecer outras festividades pagãs, venera três santos com o mesmo nome… portanto não sei bem qual deles é o homenageado. O que importa é que alguém lucre com este festejo…!
Depois deste, prepara-se o Carnaval que o tempo é curto para tantas comemorações.
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