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terça-feira, 17 de julho de 2018

ENTENDER DE TUDO UM POUCO


Tentar entender o que nos cerca, aquilo que está mais próximo, não é vantagem nenhuma. “Há mais coisas entre o céu e a Terra do que pode imaginar a nossa vã filosofia”… A vantagem é entender o que está mais longe, mais distante desta vida e de tudo um pouco. E há tanta coisa para entender e que não entendia… Não entendia o ciúme, a frustração, a descrença de tudo e todos aqueles que gravitavam em volta… Havia tanta coisa para entender!
Agora entendo quase tudo embora permaneça em silêncio tão próprio de quem tudo sabe. Entendo o que sei e o que não sei, por isso desculpo tantas coisas que então não entendia. Bem sei que o mundo já não é o que era, tudo mudou e há muitas atitudes que agora encontram respostas que dantes não existiam.
Muitos anos se passaram, muitas coisas evoluíram mas. Há coisas que de momento ainda não se conseguem entender e no entanto mais alguém não entendeu.
Talvez os anos tivessem que passar, talvez tivesse de acontecer o que aconteceu, talvez que só agora esteja pronto para entender coisas que na altura não entendia pela sua complexidade.
Há dias em que ainda não se está pronto para entender…!
Há dias assim.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

NINGUÉM É DE PORCELANA


Há objectos que se quebram à menor oscilação da respectiva base, realidade incontestável.
Qualquer que seja a base em que tudo assenta, ao fim de algum tempo irritam aqueles olhares de soslaio que se sentem mais do que se veem e irrita anda mais o tratamento especial dado com todo o carinho e cuidado como quem lida com uma rara peça de porcelana que se pode quebrar a qualquer momento. Na eventualidade desse acidente, existiam os chamados “gatos” que antigamente se colocavam nas peças que não queríamos ver afastadas por motivos sentimentais. Cá para nós, a peça a quem eram aplicados os referidos “gatos” nunca mais voltava a ser o que era…
Se essas antiguidades se partem ou esbotenam, não significa que seja o fim da sua vida útil, hoje em dia há mil e uma maneiras de colmatar esse acidente.
Para quem carrega algum tipo de deficiência, definitiva ou mesmo temporária, é incomodativo ser tratado como uma peça de porcelana. Cansam os olhares de simpatia e mais ainda as palavras de encorajamento…
Há dias em que inutilmente se dá tudo por tudo para reaver a vida que abruptamente nos foi roubada.
Há dias assim.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

A MELHOR DO MUNDO


Há dias em que a chuva, o vento e o frio não deixam aquecer o coração da gente, não foram as boas notícias dimanadas pelos média. Esta semana fomos agradavelmente surpreendidos pela notícia de que Lisboa foi galardoada com o Óscar do Melhor Destino Europeu de 2018. Receber este Óscar pela segunda vez consecutiva é preciso ser mesmo bom.
A gala decorrida na Grécia, mais propriamente em na Atenas, atribuiu ao nosso país trinta e seis prémios rivalizando com países tradicionalmente turísticos. Ninguém pôe em causa as qualidades gastronómicas nem o clima aprazível que fizeram esta cidade merecedora de tais prémios. Além de poder desfrutar de um clima excecional o turista goza de uma gastronomia  muito variada e de franca qualidade. O pior é a instabilidade do clima que este ano oferece temperaturas que se situam abaixo da média para esta época do ano. Com efeito, estando tão perto do verão, vive-se uma situação meteorológica fora do normal.
Apesar das temperaturas bastante baixas relativamente a outras capitais da europa, o clima da nossa capital continua agradável, estando virada para o Atlântico e banhada por um rio como outras cidades. A par de tantas belezas naturais e outras tantas qualidades, Lisboa tem realmente um clima tão aprazível que até o inverno veio passar cá o verão.
Há dias em que as boas notícias conseguem aquecer corações gelados pelo frio e pela chuva que teima em cair.
Há dias assim.

terça-feira, 3 de julho de 2018

O SEU PIOR INIMIGO


Há dias em que tudo corre mal, tudo em que se toca se transforma num verdadeiro desastre cujas consequências invariavelmente caem sobre si. São dias em que nada dá certo e mais valia recolher ao leito ou não sair de lá rezando a todos os santos para que o tecto não nos caia em cima.
Para onde quer que vá, onde quer que se esconda, os pensamentos lá estão como se tivessem adquirido vida própria e mais ninguém os conseguisse controlar, nem mesmo o próprio. Dizia Buda com alguma propriedade, «nem os teus piores inimigos conseguem fazer tanto mal como os teus próprios pensamentos». Mas quem pode travar o pensamento?
O pior é quando se é o pior dos inimigos…! Por incrível que pareça isso pode acontecer. Nesse caso a quem atribuir a culpa do pior que pode acontecer?
Onde encontrar um bode expiatório para tanta desgraça que acontece?
Há sempre um dia em que se deseja todo o mal ao pior dos inimigos, não desejar é uma pura balela que nos impingem desde cedo. Cá está um ditado que não dá certo ou, se calhar, requer mais esforço da minha parte. Ao fim de algum tempo em que o mal se repete, porque não desejar o mesmo ao pior dos inimigos? Porque não?
Há dias em que não se deseja o mal que nos assola, nem ao pior dos inimigos.
Há dias assim.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

HÁ GENTE QUE JÁ NASCE ASSIM


Ninguém duvida que existem dias inesquecíveis. Toda a gente tem um ou, pelo menos, meio… um quarto… de dia ou mesmo um instante inesquecível.
Muito ou pouco intenso, há sempre um dia que se tornou inesquecível por um motivo qualquer, só é preciso procurar bem lá no fundo onde se encontram escondidos entre as poeiras da memória..
Dizem que é assim mas, por mais que me esforce, não consigo encontrar um dia que seja mais especial do que os outros. Se calhar não me esforcei o bastante.
Será que existe mesmo um dia especial?
Desde que voltei do hospital tornou-se difícil distinguir um só dia dos que já passaram devido à sua enorme quantidade. Até os dias mais banais passaram a ser especiais apesar de não haver nada que os distinga. Mesmo as pessoas ganharam uma patine especial própria do passado que apenas vivo na memória. Há pessoas assim, que se tornaram especiais sem saber, são mesmo especiais, sempre o foram. Pode dizer-se que estas pessoas já nasceram especiais, desde sempre as conhecemos assim. Estou a lembrar-me de muita gente alguns dos quais nem o nome guardei na memória, gente a quem não é preciso dar um nome e mesmo assim, foram sempre especiais. A par destes, há muitos outros que partiram sem saber que eram especiais. Talvez que esse desconhecido que segue pela rua seja o grande amor de uma vida ou então o destino de uma grande amizade? Quem sabe?
Podem ir pela rua sem um olhar, sem sorrir, sem mesmo aperto de mão mas foram e serão sempre especiais.
Há dias em que a neblina se dissipa e deixa ver com mais clareza a felicidade que passa ao alcance da nossa mão… apesar de invisível.
Há dias assim.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

QUANDO AS PALAVRAS NÃO CHEGAM


Nem sempre se encontram as palavras certas para exprimir tudo o que atravessa o pensamento. O problema começa com a escolha do suporte que se quer o ideal para as palavras que sobram e que por isso obedece a uma selecção bastante criteriosa de forma a não ofender nada nem ninguém.
Foi com este espírito e num dia como este que iniciei o meu diário. É um diário digital, como não podia deixar de ser nos dias que correm. Nele posso escrever tudo o que me apetecer sem me preocupar que alguém reclame. O computador não se manifesta, aceita da mesma forma verdades e mentiras se bem que dê preferência à verdade.
O tempo que dantes parecia insuficiente, agora sobra mesmo quando surge algo digno de ser registado. E que fazer então quando não apetece escrever nada? Sim, porque há dias em que não é possível traduzir por palavras tudo o que foi dito.
Há dias assim, poucos felizmente, em que as palavras não chegam para traduzir tudo o que nos vai no pensamento.
Há dias assim.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

QUEM SE LEMBRA DO SOL?


Como todos os dias, perscruto no céu a presença dessa estrela chamada Sol. Há dias assim, por mais que se procure, apenas se vê um sol tímido que espreita por entre nuvens, este planeta, no entanto, sei está lá.
Como sempre o Sol nasce e põe-se no horizonte mas só damos por ele através da beleza que encerram os diferentes poentes com que nos brinda. Não fora isso, nem daríamos pela sua presença no firmamento. No entanto, te algumas civilizações mais antigas veneraram o Sol como se de uma divindade tratasse pelos benefícios físicos e morais que fornece ao organismo.
É já um lugar comum dizer-se que o Sol é a fonte de vida de todos os seres vivos mas nunca é demais relembrar que, apesar da enorme distância que vai da Terra ao Sol, a exposição prolongada aos raios solares pode trazer vários prejuízos à nossa saúde.
Detesto que se resuma a um só dia a celebração de eventos que deviam ser lembrados pelo ano fora. Estas datas, eu sei, visam recordar eventos que de outra modo passariam despercebidos. Mas quem se lembra dos benefícios que o Sol pode trazer às nossas vidas?
Quem se lembra da imensa fonte de energia que essa estrela nos dá gratuitamente?
Hoje é Dia do Sol criado pelas Nações Unidas no âmbito da defesa do Ambiente tão importante para nós humanos. Já fez hoje alguma coisa a favor do Ambiente?
Há dias em que, por mais que se procure, se nota mais a ausência do Sol…
Há dias assim.

terça-feira, 1 de maio de 2018

OS POLVOS QUE ANDAM POR AÍ


Há dias em que nem todos os polvos são polvos no sentido real. É só uma questão de gosto ou conveniência, optar por um ou por outro significado.
Em sentido real, este animal dispõe de oito tentáculos que usa a seu belo prazer além de um corpo mole que comanda tudo o resto. Além destas características físicas, ele possui a capacidade peculiar de mudar de cor e até de forma se for preciso com o fim de se adaptar melhor ao ambiente que o cerca.
Está muito em voga, embora já estivesse mais, considerar este animal como o mais inteligente do mundo subaquático o que o torna muito usado e abusado nas mais variadas previsões…
Apesar de possuir todas estas características físicas, não é deste animal que me vou ocupar. Em sentido figurado, fala-se em polvo quando se quer atingir, sem magoar, uma pessoa insaciável, que toma conta de tudo e todo o espaço que o cerca estendendo os seus “tentáculos” por toda a parte… Todos conhecemos gente assim. Não faltam por aí exemplos de polvos em sentido figurado. Eles circulam por toda a parte mais ou menos disfarçados com a finalidade de se adaptarem melhor ao ambiente que os rodeia…
Há dias em que até os polvos, por mais polvos que sejam, se transformam em simpáticos convivas.
Há dias assim.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

UM PERFIL QUE SE IMPÕE


Há dias em que a paciência é pouca apesar da já demonstrada e muito usada na capacidade de se colocar no lugar da “vítima”.
Uma conceituada enciclopédia online diz que qualquer pessoa encarregada de conduzir um evento televisivo pode considerar-se um apresentador… Confesso que não estou nada de acordo com esta definição que nem sempre corresponde à verdade. Admito que não é fácil conduzir qualquer programa, sobretudo tratando-se de um programa televisivo… É um trabalho de muita responsabilidade para o qual nem todos têm o perfil mais adequado. A escolha do pretendente devia basear-se, em primeiro lugar, no respectivo perfil e só depois no programa que vai apresentar.
Na prática e na falta destes critérios de selecção, só há duas escolhas a fazer. Ou se inventam programas de acordo com os apresentadores da nossa praça ou se conservam os apresentadores que temos e criam-se programas para eles.
Há quem não questione os programas que “vê” bem como os respectivos apresentadores… e gostos não se discutem.
Há dias assim.

domingo, 8 de abril de 2018

MORAR NUM CONDOMÍNIO FECHADO #2


Morar num condomínio fechado e dispor 24 horas de porteiro já não é um luxo e muito menos uma protecção contra o exterior quando os vândalos estão cá dentro. Entenda-se aqui por vândalos todos aqueles que não respeitam a propriedade alheia e não no seu sentido histórico.
Estacionar em local próprio uma viatura em relativo bom estado e no dia seguinte receber a triste notícia de que o carro está riscado e ligeiramente amassado é motivo de justa revolta.
Saliente-se que esta viatura é usada quase exclusivamente como meio de transporte entre sessões de terapia e consultas cujo horário é ditado pela disponibilidade dos responsáveis.
É claro que tenho “debaixo de olho” alguns veículos danificados em local de presumível impacto mas, por falta de provas, fico à espera que o responsável no local do acidente mas aguardo que o responsável se acuse o que até agora não aconteceu.
Há dias em que o prazer de perdoar é o mais desejado…
Há dias assim.
P.S. Por favor partilhem. Pode ser que assim chegue ao correio electrónico de quem provocou inadvertidamente este acidente…

quarta-feira, 7 de março de 2018

OS AMIGOS SÃO PARA AS OCASIÕES


Já não sei se adquiri os ditados populares lá de casa ou se os fui assimilando ao longo da vida o que no momento é pouco relevante. Diz um dos ditados que os amigos são para as ocasiões mas, que ocasiões são essas? Tudo depende do que se entende por “ocasiões”. As ocasiões variam com o tempo, as alturas do ano ou até os momentos em que ocorrem. Em sentido lato, entende-se por “ocasião” o espaço de tempo necessário para que se dê um determinado acontecimento. De uma maneira mais restrita, “ocasião” é apenas um momento, um instante. Isto, é claro, traduz apenas a minha opinião.
Analisar de perto o instante em que ocorre uma determinada “ocasião” pode conduzir a conclusões falseadas pelo tempo. É ponto assente que é muito subjetivo julgar os amigos apenas pelas ocasiões.
Além do tempo e dos momentos, existem também aquelas ocasiões especiais que exigem uma celebração também especial. São acontecimentos que se celebram de tempos a tempos e se tornam especiais por ocorrerem especialmente em certos momentos.
Há ocasiões e ocasiões… tudo depende do momento.
Há dias assim.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

AMANHÃ É OUTRO DIA


Como um nevoeiro que se instala de mansinho, o cansaço surge assim do nada e toma conta de toda a vida. É uma sensação estranha, de fadiga, de quem está farto dessa luta inglória contra o tempo, a doença, tudo e todos os que circulam por perto. É um cansaço que se nota principalmente naqueles que já experimentaram o silêncio em que o demais é pensamento…
Silenciosamente, lentamente, o cansaço espalha-se por toda a vida. Nota-se em pequenos pormenores tais como nas tarefas mais comuns de todos os dias. Finge-se que não há dores, que nada custa vestir ou despir, tomar banho, falar com quem está mais próximo, que os filhos ainda precisam de nós… até que chega o momento em que fingir, também cansa. E nada tem a ver com noites mal dormidas, stress, como agora se usa rotular este cansaço, com coisa nenhuma…
Hoje nota-se o cansaço. Amanhã, quem sabe ? Amanhã, é outro dia…
Amanhã talvez nem sinta mais cansaço.
Há dias assim.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

AO SOM DA MÚSICA


Há músicas que nos fazem viajar no tempo ora lamentando o tempo que passou, ora desejando que esse tempo não volte mais.
Estou certo de ter já declarado o quanto sou sensível à música. Ela tem por condão transportar-me a outras paragens, outras épocas, outros momentos que guardo bem escondidos na memória.
De tanto ouvir dedilhar na viola, os acordes de “O corcovado” e mais tarde do “Desafinado”, o som foi-me ficando no ouvido. Então, só o som daquela viola era o suficiente para arrancar velhas lembranças que ainda hoje conservo. Talvez por estas ou por outras razões, nutro um carinho muito especial por esse instrumento. Não é de estranhar portanto, que uma lágrima mais teimosa me aflore aos olhos quando ouço, não interessa a interpretação, uma dessas referidas músicas. Mais ainda depois que compreendi cabalmente o sentido da letra escrita por Tom Jobin.
Ainda hoje, passados tanto anos, uma lágrima teima em bailar ao canto do olho quando escuto qualquer uma destas músicas. Estupidamente ou por coincidência, era a musica que tocava na única estação de serviço onde parámos de regresso a casa…
Há dias em que nos deixámos ir levados ao som da música.
Há dias assim.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

A TAREFA MAIS DIFICIL


Há tarefas que se executam com prazer e nem levam muito tempo a realizar, enquanto que outras ou não fossem “tarefas”, exigem imenso tempo além de não darem nenhum prazer a executar.
Numa altura em que tanto se fala em obesidade mórbida, é quase imoral vir em defesa daqueles que pretendem ganhar peso. Até porque para perseguir e alcançar esse objectivo, basta gastar menos calorias do que aquelas que se conquistam nas tarefas do dia-a-dia. Aí começam todas as dificuldades. Se não existem dificuldades em comer de 3 em 3 horas e não “saltar” nenhuma refeição, isso nem sempre é viável na corrida do dia-a-dia.
Por outro lado, a ingestão de alimentos que podem contribuir para o aumento do valor calórico nem sempre é compatível com outras patologias…
Dizia-me uma conceituada nutricionista que engordar se revela mais difícil do que emagrecer… Saído da boca de uma nutricionista, deixou-me a pensar seriamente neste assunto. Sei que não convenço ninguém com estas palavras tal como então não se mostraram muito convincentes. Foi a vida que, ao longo de vários anos, me mostrou o verdadeiro significado de tais palavras. Aceito que não seja fácil perder uns quilitos mas o contrário também não o é.  Desengane-se quem pensa que é fácil engordar.
Há dias em que só de pensar em “enfiar” qualquer género de comida, ainda por cima sem vontade nenhuma, é o suficiente para provocar alguns engulhos…
Há dias assim.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

IMACULADA CONCEIÇÃO

Há dias destinados a recordar e, desta vez, achei pertinente lembrar que após a Restauração da Independência, D. João IV coroou a Virgem Maria com a coroa da monarquia portuguesa. A partir desde essa data, nenhum rei português voltou a usar coroa na cabeça. A nível nacional e muito particularmente em Vila Viçosa. celebrou-se no dia oito a festa à Imaculada Conceição.
Podia ser um dia como todos os outros ou melhor, mais um feriado religioso usado unicamente para passear ou descansar, mas não foi assim. Na minha parca religiosidade esta data podia passar despercebida não fora o significado muito especial que para mim adquiriu.
Quer se queira ou não acreditar, o pós-operatório (extração de um cálculo renal) foi complicado devido a ser um indivíduo hipocoagulado. Depois de vários dias de contínuas hemorragias acompanhadas de dores horríveis, acordei completamente curado neste dia … Daí o significado muito especial que esta data adquiriu.
Há dias em que a Fé move montanhas.
Há dias assim.

sábado, 18 de novembro de 2017

TODOS OS DIAS MERECEM SER VIVIDOS

Há dias em que os pensamentos surgem do nada numa catadupa incontrolável, de tal maneira que se torna quase impossível dar vasão a tanto pensamento relevante. Outros dias, não surge nada além daquela rotina diária que não merece registo. Não tenho nada contra a rotina, aliás as rotinas têm o seu lado positivo se nos fazem poupar tempo das tarefas mais monótonas do dia-a-dia.
São dias assim o que se chama de dias para esquecer, em que nada se escreve nem se pensa.
Contudo, por mais rotineiro, nenhum dia merece ser esquecido. É como passar em branco esses dias, como se não existissem ou não merecessem ser vividos. Ignorá-los  seria o mesmo que recusar a dádiva suprema que é a própria vida.
Qualquer dia, por mais insignificante que pareça, merece ser vivido e lembrado como um patamar para alcançar objectivos mais elevados.
Há dias assim.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

ISTO, SOU EU A PENSAR...

Há dias em que o “esforço” de pensar nem merece o sacrifício contudo continua-se inexoravelmente a pensar mesmo que não se escreva. E quem se pode gabar de ter parado o pensamento?
É impossível parar completamente o pensamento mas é possível controlar o nosso comportamento, isto é, a maneira como se reage perante os pensamentos negativos, aqueles que aprisionam a mente, remoendo acontecimentos passados (ou futuros) que não é mais  possível alterar.
Pelo menos, enquanto escrevo não penso, já pensei antes e vou pensar depois nas consequências do que escrevi. Mas durante o processo da escrita não penso. Essa seria a grande vantagem de escrever mas o ato em si não assim tão linear. Afirmar que não penso é falso de certo modo, devia antes dizer que não ocupo a mente com pensamentos mais profundos, mas o pensamento continua lá. Penso nas teclas certas sobre as quais devo exercer pressão. Enquanto o pensamento se foca nas teclas do computador, não salta para outros temas mais complicados.
Há dias em que nem um pensador inato pensa antes de escrever, escreve apenas o que pensa e mais nada.
Há dias assim.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

AQUELA FRASE QUE NINGUÉM ESPERA

Há dias que, quando tudo parece perdido nas brumas do presente ou no desconhecimento do futuro, chega até nós aquela frase que nos faz rir ou pelo menos sorrir daquilo que no momento é objecto de preocupação. Há gente assim, gente que reage duma forma totalmente inesperada a esses momentos tornando a realidade mais interessante do que realmente ela é. Não é muito comum, mas existem pessoas assim que nos acompanham por toda a nossa vida. Hoje não posso deixar de lamentar não ter manifestado o quanto aprecio essa particularidade que considero um dom. Há pessoas que já nascem com esse dom, são mesmo assim e não fazem qualquer esforço para ser assim.
Dizem que essas pessoas são optimistas, serão. Ser optimista ou pessimista depende da forma como se encaram as diferentes fases que se sucedem na vida e que por vezes nos puxam para baixo. Nesse instante, lá vem a tal frase que, de tão inesperada, tira todo o dramatismo ao problema que nos aflige.
Afinal nada é tão mau que não possa ser contornado e, caso o não seja, o tempo encarrega-se de resolver, de uma maneira ou doutra. Não sei quem mas alguém disse que os navios não se afundam por causa da água que os rodeia mas por causa da água que se encontra dentro deles. É um facto.
Há dias em que não permitimos que acontecimentos fortuitos comprometam todo o futuro que nos aguarda.
Há dias assim.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

A DOCE REVOLTA

Há dias em que a revolta se faz sentir, está mais presente nas coisas do dia-a-dia. São apenas dias, momentos… ocasiões, mas existem. A minha vida (ou como lhe queiram chamar) resume-se a comer, ir ao ginásio no intuito de baixar o colesterol, fazer análises e ler. De tanto criticar este e outros livros fica a pensar-se que não faço outra coisa senão ler. Com efeito, dedico à leitura as últimas horas do (meu) dia ou da tarde, quando me deixam. Aliás as restantes horas reparto-as como já disse. Podem perguntar-me onde isso me leva, que responderei: a parte nenhuma, pelo menos de momento. E não me venham com resultados práticos nem com outras teorias sobre a minha maneira de ser e de estar. Se existem progressos, a mim se deve, ao não baixar os braços perante a adversidade, à revolta que me assalta a toda a hora.
Há dias assim em que a revolta prevalece… felizmente são apenas dias, momentos, ocasiões.
Há dias assim.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

CELEBRANDO MAIS UM ANIVERSÁRIO

Há aniversários que se festejam, exigem aquele copo de espumoso, a velha e estafada canção que surge do nada nestas ocasiões, vinda não se sabe bem donde. Sabe-se apenas que é assim todos os anos e ainda bem que comemorámos um ano de vida que nos foi dado para festejar com aqueles que nos são queridos.
Nem todos os aniversários são para festejar. Muitos são até para esquecer, mais os passados que os vindouros, mas hoje é dia de esquecer esses aniversários, hoje é dia de festa, portanto vamos celebrar.
Celebremos mais um ano de vida pleno de saúde e a possibilidade de desfrutar a companhia daqueles que nos seguem mais de perto. Essa é a maior bênção.
Há dias em que, ergendo bem alto os nossos copos, podemos dizer: Feliz aniversário.
Há dias assim.
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